Reuso de efluentes será discutido na Latim American Utility Week

Outra alternativa para a economia e boa gestão da água é a utilização de medidores e softwares que contribuam para a eficiência hídrica

Chuva no Sudeste

Em tempo de crises, principalmente a hídrica, o reuso de efluentes surge como mais uma alternativa para enfrentar a fraca demanda no país. Conforme o especialista no assunto, Eduardo Pacheco, as metrópoles brasileiras devem preparar projetos a longo prazo para a implantação de sistemas de reuso. A importância do assunto será tema da Latin American Utility Week, que vai acontecer no próximo mês em São Paulo.

“A melhor solução para a economia de água e boa gestão de recursos hídricos é o reuso de efluentes que são gerados nas próprias cidades”. A alternativa é defendida pelo Diretor Geral do Portal Tratamento de Água e especialista em reuso hídrico, Eduardo Pacheco, principalmente para os grandes centros urbanos que estão sofrendo com a crise hídrica, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. “Com o tratamento de esgotos, por exemplo, a água tratada poderá voltar aos mananciais que abastecem os municípios. O reuso é fundamental”, diz o especialista,

Utilizado há bastante tempo no setor industrial, o reuso de efluentes ainda não foi adotado pelas cidades como uma alternativa direta à crise hídrica e, na opinião de Pacheco, a iniciativa ainda levará algum tempo para ser colocada em prática. “Esse tipo de opção só é pensada em um momento de crise e esgotamento das fontes tradicionais. Implantar sistemas de reuso é algo para ser feito a longo prazo. Um projeto deste porte deve prever que existem bacias hidrográficas que comportam seis a oito cidades cada uma, por isso também é importante um estudo aprofundado”, ressalta.

Atualmente, a água utilizada nas metrópoles vem de bacias localizadas em outros municípios e para que seja possível chegar corretamente até o local de destino, é necessário fazer a reversão da bacia, ou seja, realizar bombeamentos muito distantes que prejudicam o meio ambiente, já que o ciclo ecológico é alterado para poder abastecer determinada região. Além disso, outra consequência da reversão é a escassez de água para a irrigação de plantações, fato que ocorre no interior paulista, por exemplo.

Reuso Direto

O reuso direto de efluentes para a população de grandes centros urbanos foi uma das alternativas encontradas por países como Estados Unidos, Austrália, Reino Unido e Arábia Saudita para se precaverem contra crises hídricas e longos períodos sem chuva. “Aqui no país, um dos centros referência em reuso é a ETE Capivari 2, empresa responsável pelo abastecimento de água potável em Campinas. A utilização para fins potáveis já é estudada, porém é necessária uma legislação específica para poder iniciar a implantação”, pontua o palestrante.

Medidores

Outra alternativa para a economia e boa gestão da água é a utilização de medidores e softwares que contribuam para a eficiência hídrica. A CAS Tecnologia, empresa especializada em equipamentos de engenharia de sistemas, automação e telemetria, ampliou os negócios com a implementação do software Hemera em distribuidoras de água em países da Europa, África do Sul e Ásia. “Atualmente o programa Hemera está presente em 12 países, como Espanha, Itália, Dinamarca e Alemanha. Em Riad, na Arábia Saudita, por exemplo, há um projeto para a implantação de 70 mil medidores residenciais, que deve ser concluído em um ano”, explica o presidente da CAS Tecnologia, Welson Jacomett.

Serviço

A 13ª edição do Latin America Utility Week acontece entre os dias 23 e 25 de setembro, no Transamerica Expo Center, em São Paulo (SP).

Informações e credenciamento no site http://www.latin-american-utility-week.com/

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