ABiogás comemora aprovação das diretrizes do Programa RenovaBio

RenovaBio visa a indução de ganhos de eficiência energética na produção e no uso de biocombustíveis e reconhecimento da capacidade de cada biocombustível

Biogás

Nesta quinta-feira (8), o do Conselho Nacional de Energia (CNPE), do Ministério de Minas e Energia, aprovou as diretrizes estratégicas que nortearão uma nova política para o setor de biocombustíveis, como parte integrante do Programa RenovaBio.

Para a ABiogás, entidade que está diretamente empenhada na construção e no avanço do RenovaBio, a decisão foi de extrema importância e marca o início do mais significativo projeto do Ministério de Minas e Energia (MME) para mitigação das mudanças climáticas.

“Estamos muito otimistas com o andamento do programa no governo, especialmente após a reunião do CNPE. Precisamos engajar sociedade, empresários, governo e todos que lutaram pela consolidação do biogás e do biometano no rol das fontes de energias renováveis reconhecidas”, afirma Gabriel Kropsch, vice-presidente da ABiogás.

O órgão criou também um Grupo de Trabalho que terá como missão avaliar e elaborar propostas de revisões necessárias para implementação do Programa. Lançado no final de 2016, no âmbito da Conferência do Clima (COP-21), o RenovaBio é um programa do Governo Federal para expandir a produção de biocombustíveis até 2030, entre eles o biogás e o biometano, visando a descarbonização do transporte nacional, com base em uma política pública sustentável.

Soma-se que o RenovaBio visa a indução de ganhos de eficiência energética na produção e no uso de biocombustíveis e reconhecimento da capacidade de cada biocombustível contribuir para o atingimento das metas de redução de emissões de gases de efeito estufa.

Kropsch lembra ainda que essa política pública deve destravar os investimentos em capacidade produtiva e, consequentemente, aumentará participação de renováveis na matriz com ganhos ambientais, sociais e econômicos de longo prazo.

“O RenovaBio pode ajudar o Brasil a ter uma produção de 30 milhões de metros cúbicos por dia de biometano em 2030, ou seja, quase 40% do consumo atual de gás natural, promovendo a redução de emissões”.

O Programa já está como um dos itens principais dos ministros Fernando Coelho Filho e Blairo Maggi, ministros de Minas e Energia e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, respectivamente.

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