Deputado afirma que mistura B10 em 2018 está decidida pelo governo

Em seminário sobre biodiesel em São Paulo, setor falando já fala na mistura de 15% do produto por litro de diese

Biodiesel e a produção

O deputado Evandro Gussi (PV-SP), presidente da Frente Parlamentar do Biodiesel, arrancou aplausos hoje da plateia da Conferência BiodieselBR 2017 ao dizer que ouviu do ministro das Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, a garantia de que em março de 2018 o Brasil estará adotando a mistura de 10% de biodiesel por litro de óleo diesel, o chamado B10. Hoje a lei brasileira prevê 8% por litro.

“Ele (o ministro) me disse: pode anunciar lá (no evento)”, contou o parlamentar ao participar do primeiro painel de debates do seminário, que acontece todos os anos. Antes dele o presidente da APROBIO, Erasmo Carlos Battistella, já se antecipava e conclamava todos a debater o que chamou de “pós B10. Vamos ver como a cadeia produtiva vai se preparar par atender o mercado da mistura B15”, pediu Battistella.

O presidente da APROBIO falou sobre o desenvolvimento regional no setor, destacando que a Associação tem estudo que mostra, com base em dados e estatísticas de órgãos municipais e estaduais, o aumento do Produto Interno Bruto nas cidades que tem usinas de biodiesel. “Quando a produção de riquezas melhora em uma cidade – disse Erasmo – é sinal de que a vida melhora neste município”. A produção do biocombustível gera mais empregos (segundo outro trabalho, da Fipe-USP, o potencial de abertura de postos de trabalho com o processamento do produto é 113% superior ao do refino de diesel fóssil), impostos e renda, além de ativar toda uma economia adjacente, impulsionando os segmentos de comércio e serviços.

No começo do painel, o presidente da ABIOVE, Carlo Lovatelli, salientou a expectativa de produção de 5,5 bilhões de litros com o B10 no próximo ano. Ele enalteceu o beneficiamento da soja pela indústria de biodiesel e alertou que ainda restam 13 milhões de toneladas para serem beneficiadas pelo biodiesel. O empresário destacou, ainda, os benefícios sociais e ambientais do produto no RenovaBio, programa do governo brasileiro que visa promover o uso de biocombustíveis até 2030 como forma de contribuir para o país atingir as metas assumidas com as Nações Unidas na COP 21 em 2015 em Paris para reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

0 acharam esta informação útil

0 não acharam esta informação útil

Assuntos desta notícia