Usuários do Mercado Livre de Energia podem economizar 22% no preço ante os cativos

Levantamento mostra que o custo varia entre cerca de R$ 210 e R$ 270 o MW/h de acordo com o ambiente de contratação

Arquivo: UI

A Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), entidade que defende a portabilidade da conta de luz para todos os consumidores, revela que o preço de longo prazo pago pelos consumidores livres é de R$210,21 por o Megawatt-hora (MWh), enquanto que, no mercado cativo, a tarifa média de energia é de R$270,30, uma diferença de 22% entre as duas contas.

Os números são da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e da consultoria Dcide. “Esse fato demonstra que, se o mercado de energia fosse totalmente livre no Brasil, os consumidores poderiam experimentar uma redução nos preços e não um aumento”, afirma Reginaldo Medeiros, presidente da Abraceel.

O preço da energia de R$270,30, pela curva da Dcide, é o valor médio negociado hoje para o período de 2016 a 2019. Há de se considerar também o fato de que o Ambiente de Contratação Regulada (ACR) está sujeito a novos aumentos tarifários, ainda em 2015. “No longo prazo, o benefício do preço do mercado livre pode ser ainda maior. Deixar empresários e cidadãos sem direito de escolha é um fator que retira a competitividade e, desse modo, estimula o crescimento dos preços e não a sua diminuição”, conclui Medeiros.

Segundo a entidade, nos últimos 12 anos, os consumidores do mercado livre já economizaram cerca de R$ 27 bilhões na conta de luz. O setor industrial que mais consome energia desse segmento é o metalúrgico, com quase 3 mil megawatts médios no ano de 2014, seguido pelas plantas químicas, com cerca de 1,6 mil MWmed, e minerais (não metálicos), com pouco mais de 1 mil MWmed.

Fundada no ano 2000, a Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel) conta com 64 empresas participantes, responsáveis por 98% dos contratos negociados no âmbito do mercado livre, que proveem a energia para mais de 1800 consumidores, responsáveis por  60% do PIB Industrial do Brasil.

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