AES Tietê fecha semestre com lucro líquido de R$ 326,4 milhões

Ebitda no período totalizou R$ 660,5 milhões

Ações da AES Tietê

A AES Tietê anunciou nesta sexta-feira os resultados financeiros referentes ao segundo trimestre e também do primeiro semestre de 2015.

No trimestre, a receita operacional bruta da AES Tietê totalizou R$ 707,6 milhões, 5,3% inferior àquela registrada no mesmo período do ano passado, R$747,0 milhões. A companhia explica: incremento de 25,0% na receita de energia vendida à AES Eletropaulo, associado tanto ao aumento de 17,6% no volume de energia comercializada, dada a sazonalidade desse contrato (2.769,3 GWh no 2T15 ante 2.353,9 GWh no 2T14) quanto ao reajuste desse contrato a partir de julho de 2014 (R$ 206,3/MWh no 2T15 ante R$ 194,2/MWh no 2T14); compensado pela: redução de R$ 145,2 milhões na receita bruta de energia vendida no mercado de curto prazo, o que corresponde a uma queda de 66,2% devido ao menor PLD auferido no submercado SE/CO (R$381,76/MWh no 2T15 versus R$ 682,20/MWh no 2T14) e menor volume (309,1 GWh no 2T15 ante 353,2 GWh no 2T14).

No primeiro semestre de 2015, a receita operacional bruta da AES Tietê totalizou R$1,4 bilhão, 7,7% inferior àquela registrada no mesmo período de 2014, de R$ 1,5 bilhão. O resultado foi justificado pelos seguintes fatores: pela redução de 34,8% no volume de energia vendida no mercado de curto prazo (582,7 GWh no 1S15 ante 893,8 GWh no 1S14); menor preço da energia no mercado de curto prazo no submercado Sudeste/Centro Oeste (R$385,10/MWh no 1S15 versus R$ 676,01/MWh no 1S14); parcialmente compensado pelo: aumento de 17,6% no volume de energia vendida para a AES Eletropaulo, dada a sazonalidade de entrega de energia desse contrato em 2015 quando comparada ao ano de 2014, e aumento de 6,2% no preço, em função do reajuste do contrato realizado no mês de Julho/2014.

A receita operacional líquida da AES Tietê totalizou R$ 667 milhões no 2T15, montante 3,9% inferior ao registrado no 2T14. Esse desempenho reflete principalmente o menor volume e preço de energia vendida no mercado spot, parcialmente compensado pelo maior volume de energia vendida para a AES Eletropaulo.

No 1S15, a receita operacional líquida registrou redução de 6,5%, chegando a R$ 1.357,0 milhões, em função do menor volume de energia vendida no mercado de curto prazo.

Os custos e despesas operacionais, excluindo depreciação e amortização, totalizaram R$ 398,4 milhões no 2T15, o que representa um incremento R$ 135 milhões na comparação com o 2T14.

O resultado é explicado principalmente pelo maior custo com compra de energia, especificamente no mercado de curto prazo, em função da sazonalização da garantia física adotada e do maior GSF auferido no período (18,9% no 2T15 vs. 6,2% no 2T14) provisão para redução ao provável valor de recuperação de um terreno de uma das subsidiárias da companhia, no valor de R$ 3,0 milhões; recebimento de uma indenização no valor de R$ 3,5 milhões em 2014, relativo a um sinistro ocorrido em 2012 na usina de Limoeiro; parcialmente compensada por: receita registrada com venda de imóvel, no valor de R$ 0,7 milhão.

A AES Tietê registrou Ebitda de R$ 268,5 milhões no 2T15 ante um Ebitda do ano anterior de R$ 431 milhões. O Ebitda da AES Tietê no 1S15 totalizou R$ 660,5 milhões (com margem de 48,7%) apresentando uma redução de 35,5% em relação ao verificado no 1S14 (R$ 1.024,5 milhões). O desempenho é explicado, principalmente, pelo decréscimo da receita líquida da companhia resultado.

O resultado financeiro líquido registrado pela companhia no 2T15 foi uma despesa de R$34,6 milhões, comparado a uma despesa de R$ 10,2 milhões registrados no 2T14. A variação se deve, sobretudo, pelo aumento do saldo da dívida líquida em 68% e incremento dos encargos financeiros da companhia face ao aumento do CDI médio do período (13,12% no 2T15 ante 10,79% no 2T14).

O aumento dos encargos financeiros da companhia no semestre (CDI médio de 12,62% no 1S15 ante 10,55% no 1S14), no reflexo do maior saldo de dívida líquida, atualização monetária e variação cambial foram fatores preponderantes para que o resultado financeiro líquida da companhia atingisse uma despesa de R$78,5 milhões no 1S15, frente uma despesa de R$ 20,7 milhões no 1S14.

A AES Tietê apurou no 2T15 um lucro líquido de R$ 126,1 milhões, resultado 49,8% inferior ao obtido no 2T14 (R$ 251,2 milhões). Contribuíram para tal desempenho os seguintes fatores: maior volume e preço de energia vendida para a AES Eletropaulo, totalizando um impacto positivo de R$73,6 milhões; compensado pelo: maior volume de energia comprada no mercado de curto prazo em função do maior rebaixamento do MRE, que totalizou um impacto negativo de R$ 178,5 milhões; e, aumento das despesas financeiras e variações monetárias em R$ 16 milhões, reflexo do aumento dos encargos financeiros da companhia, refletindo o maior saldo da dívida líquida no período.

No acumulado do ano, o lucro líquido da AES Tietê foi de R$ 326,4 milhões, resultado 46,4% inferior ao obtido no 1S14 (R$ 609,1 milhões). Contribuíram para tal desempenho os seguintes fatores: maior volume e preço de energia vendida para a AES Eletropaulo, totalizando um impacto positivo de R$ 142 milhões; compensado pelo: maior volume de energia comprada no mercado de curto prazo em função do maior rebaixamento do MRE, que totalizou um impacto negativo de R$ 381 milhões; e, aumento das despesas financeiras e variações monetárias em R$ 38 milhões, reflexo do aumento dos encargos financeiros da Companhia, refletindo o maio saldo da dívida líquida no período.

Endividamento

Em 30 de junho de 2015, a dívida bruta da AES Tietê totalizava R$ 1,3 bilhão, 20,6% superior à posição da dívida bruta na mesma data de 2014 (R$ 1,1 bilhão). Essa variação é devida a 2ª emissão de notas promissórias pela companhia, no valor de R$ 500 milhões, e também à liquidação da 1ª emissão de debêntures, ocorrida no dia 01 de abril de 2015, com o pagamento da última amortização no valor de R$ 300 milhões.

No encerramento do 2T15, as disponibilidades somavam R$ 227,7 milhões, montante R$ 223,3 milhões inferior ao registrado no mesmo período de 2014. Assim, a dívida líquida ao final do 2T15 era de R$ 1,1bilhão, montante 68% superior em relação à posição final do 2T14.

Investimentos

Os investimentos da AES Tietê somaram R$ 35,8 milhões no 2T15, valor 25,3% abaixo do montante investido no 2T14. Desse total, R$ 28,2 milhões foram destinados à modernização e manutenção preventiva das usinas, com destaque para Água Vermelha (R$ 11,7 milhões), Barra Bonita (R$ 6 milhão), Bariri (R$ 5,7 milhão) e R$ 5,4 milhões referentes a juros capitalizados, decorrente da base de ativos imobilizados em andamento, considerando o plano de manutenção e modernização das usinas para o período.

No acumulado do ano de 2015, a AES Tietê investiu R$ 66,1 milhões, montante 22,4% inferior ao valor investido no mesmo período de 2014 (R$ 85,2 milhões), destinados principalmente à modernização e manutenção preventiva das usinas de Água Vermelha, Barra Bonita e Bariri para manutenção das suas condições operacionais e assegurar a disponibilidade de geração de energia.

Mercado de capitais

As ações da AES Tietê são negociadas no mercado tradicional da BM&FBovespa sob os códigos GETI3 (ordinárias) e GETI4 (preferenciais). Além disso, a Companhia também possui ADR’s Nível I negociadas no mercado de balcão norte-americano sob os códigos AESAY (ordinárias) e AESYY (preferenciais).

Desempenho de ações

As ações preferenciais e ordinárias da AES Tietê encerraram o mês de junho cotadas a R$ 17,50 e R$16,60, respectivamente. No trimestre, as ações preferenciais tiveram valorização de 13,3% comparado com o 1T15 e as ordinárias valorizaram 1,7%.

O desempenho positivo em relação ao último trimestre deve principalmente ao anúncio da reestruturação societária da Companhia no mês de junho.

O TSR (índice que indica o total de retorno ao acionista das ações preferenciais) apresentou desvalorização de 2,7%.

No mesmo período, o Ibovespa registrou ganhos de 1,5% e o IEE registrou ganhos de 7,1%.

Os papéis da companhia foram negociados em 100% dos pregões da BM&FBovespa durante o 2T15. Os dados de liquidez mostram a realização de 74,0 mil negócios envolvendo ações ordinárias no período (volume 25,8% superior ao registrado no 1T15), movimentando aproximadamente 29 milhões de ações; e 163 mil negócios envolvendo ações preferenciais no período (volume 2,4% superior ao registrado no 1T15), movimentando aproximadamente 45,3 milhões de ações.

Nos últimos 12 meses, as ações preferenciais e ordinárias da AES Tietê registraram queda de 3,4% e aumento de 8,1%, respectivamente. O desempenho do papel no período refletiu principalmente as condições hidrológicas desfavoráveis que impactaram o preço de energia do mercado de curto prazo.

Além disto, a preocupação acerca da conjuntura econômica nacional e o cenário político nacional também tiveram influência no desempenho da bolsa brasileira. No mesmo período, o índice TSR da companhia teve queda de 2,7%, o índice Bovespa apresentou desvalorização de 0,2% e o IEE apresentou crescimento de 10,7%.

As ações negociadas no mercado de balcão norte-americano (ADR’s) sob os códigos AESAY (ordinárias) e AESYY (preferenciais) encerraram o mês de junho cotadas a US$ 5,21 e US$ 5,45 respectivamente.

No trimestre, as ADR’s ordinárias registraram aumento de 16,8% e as ADR’s preferenciais registraram aumento de 2,8% , seguindo a tendência de valorização das ações da Companhia no mercado local. No mesmo período, a NYSE registrou uma queda de 0,9% .

“A estratégia de comercialização de energia da companhia é revisada frequentemente como objetivo de incorporar as perspectivas econômicas e do setor de energia. Assim, face às perspectivas para o ano de 2016, a companhia está confortável em manter seu portfólio de comercialização para o ano de 2016 em 83%. No trimestre, a companhia negociou cerca de 10 MWm a um preço médio de R$ 180/MWh por 3 anos. O portfólio de contratos totalizou 75% de energia disponível já contratada para 2017, 48% para 2018, 25% para 2019 e 11% para 2020”, encerra o comunicado assinado diretor financeiro e de relações com investidores, Francisco Morandi.

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