BNDES vai financiar plano da Comgás vinculado à emissão de debêntures

Operação de R$ 370,6 milhões inaugura Programa de Incentivo ao Mercado de Renda Fixa

Gás em expansão

O BNDES aprovou a primeira operação de crédito no âmbito do Programa de Incentivo ao Mercado de Renda Fixa. O Banco financiará em até R$ 370,6 milhões o plano de investimento trienal da Comgás (2015-2017) e o crédito estará à disposição da empresa após o cumprimento de determinadas condições, dentre as quais a emissão de debêntures. A empresa deverá captar títulos de renda fixa no mercado no prazo de 12 meses a partir da assinatura do contrato de financiamento, em fase final de negociação.

A operação é inédita porque contempla a redução de custos no financiamento do BNDES por meio de emissão de debêntures, de forma a complementar os recursos aplicados no projeto. Assim, a Comgás terá acesso a uma parcela maior do crédito do BNDES em TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo), o custo financeiro mais baixo oferecido pelo Banco. Em contrapartida, a companhia poderá recorrer a uma parcela menor de financiamento remunerado por taxas de mercado, reduzindo o custo final do crédito.

O Programa foi lançado em junho deste ano como forma de incentivar as empresas de grande porte a realizarem emissões de títulos de renda fixa vinculados a projetos de investimento financiados pelo BNDES e, dessa forma, passarem a ter acesso a uma proporção maior de crédito do Banco em TJLP. Além de contribuir para o desenvolvimento do mercado de capitais, o BNDES, com o programa, estimulará uma participação maior da poupança privada no financiamento de longo prazo.

Os recursos serão destinados à expansão e saturação da rede de distribuição de gás natural; tecnologia de softwares e programas (IT), a fim de aumentar a eficiência e produtividade; e ampliação de bases operacionais e de atendimento a clientes, além de projeto social no âmbito da comunidade.

Nos próximos dois anos, o BNDES deverá aprovar entre 10 e 15 projetos no mesmo modelo, o que pode agregar entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões em novos títulos de renda fixa no mercado.

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