Bovespa despenca 3,76% na semana e IEE 4,86% com petróleo

Em dia de desespero nos mercados internacionais, bolsa paulista tem volume negociado em R$5,4 bilhões

IEE fica para cima

A Bolsa de Valores de São Paulo fechou a semana em queda de 3,76%. Nesta sexta-feira, o recuo foi de 1,99% aos 45.719 pontos, com os investidores analisando o cenário econômico global, a China no topo da lista e, principalmente o destino político do Brasil.

O Índice de Energia Elétrica (IEE) fechou a semana em queda de 4,86% e nesta sessão o recuo foi de 3,03% aos 26.458 pontos. O volume negociado na bolsa paulista foi de R$5,4 bilhões.

“A semana foi marcada pelo clima de incerteza na China, mostrando que 7% de PIB é questionável.  Por outro lado, o petróleo dá sinais de maior oferta e preço caindo, isso sem contar com a entrada efetiva do Irã na produção com o acordo nuclear resolvido, e também com o avanço do gás de xisto nos Estados Unidos. Por aqui, o quadro político se arrasta e compromete ainda mais um economia fragilizada”, considerou o diretor da Máxima Corretora, José Costa Gonçalves.

Para esta sexta-feira, Costa avaliou que, apesar dos demais mercados globais completamente no vermelho, a Bovespa ficou com queda um pouco menor. “A Europa fechou em forte queda, Wall Street seguiu o comportamento de ontem e a Bovespa ainda conseguiu ficar em menos de 2%. Porém, isso levanta a cautela para os próximos dias com o aprofundamento da crise política”, finalizou.

A produção Industrial da China está em 47,1 em agosto, recuo ante os 47,8 de julho, queda em 77 meses.  O Índice Geral de Saída do Flash China de manufatura ficou em 46,6 em agosto, queda ante os 47,1 de julho, 45 meses de baixa. Os dados foram recolhidos entre os dias  12 e 19 agosto de 2015.

O Índice de Caixin do Flash China Manufatura e o Gerente de Compras (PMI) são publicados mensalmente à frente dos dados finais do PMI. O Caixin é o mais antigo indicador disponível das condições de funcionamento do setor de fabricação na China. A estimativa baseia-se tipicamente em 85% e 90% do total de respostas de pesquisa de cada PMI. Os números de agosto do PMI final serão lançados em 1 de setembro de 2015.

Já nos Estados Unidos, a Bolsa de Nova York teve um de seus piores resultados nesta sexta-feira, com os índices de peso registrando perdas semelhantes as da crise global de 2008 a 2010.

Ao final, o índice Dow Jones ficou em queda de 3,12% aos 16.544 pontos; o índice S&P perdeu 2,70% aos 1,980 pontos; e o Nasdaq desvalorizou 3,05% aos 4.728 pontos.

Todos os 10 principais setores no S & P ficaram no vermelho, com o setor da energia mostrando o pior desempenho por conta do preço do petróleo bruto mergulhado abaixo de US$ 40 o barril e pela primeira vez desde a crise financeira de 2009. Oito dos 10 setores caíram mais de 1%. O índice de energia S&P caiu 2,6%.

O índice CBOE Volatility , uma medida dos comerciantes premium que pagam por proteção contra uma queda no S&P 500, saltou de 31,4% para 25,14%, mais de 20 meses de alta.

Investidores apostam que o banco central dos Estados Unidos poderá começar a elevar as taxas de juros até o final do ano, embora as expectativas para uma caminhada em setembro foram temporariamente descartadas depois da divulgação da ata da reunião de julho do Federal Reserve nesta quarta-feira.

A queda nos preços do petróleo derrubou também todos os papéis das elétricas no Índice de Energia Elétrica na Bovespa nesta sexta-feira.

Entre os piores recuos no IEE ficaram os papéis da Cesp PNB N1 (8,00% a R$16,55%); CPFL Energia ON (4,32% a R$16,40); Copel PNB N1 (3,15% a R$30,71); Eletropaulo PN N2 (5,45% a R12,83); Light ON (5,97% a R$11,50); e Eletrobras PNB N1 (3,68% a R$7,32).

Carteira teórica

Na carteira teórica do Índice Bovespa que passa a vigorar a partir de 05 de maio de 2015 a 4 de setembro de 2015 estão: Itauunibanco PN (11,144%), Bradesco PN (8,440%), Ambev S/A ON (7,378%), Petrobras PN (5,687%) e Petrobras ON (4,166).

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