Bovespa e IEE ficam no vermelho com China, Grécia e EUA

Elétricas ficam divididas em período de silêncio para a temporada de balanços

Mercados divididos

A Bolsa de Valores de São Paulo acompanhou os mercados globais e encerrou as negociações desta quarta-feira em forte queda.

Ao final, o Ibovespa fechou em 1,07% aos 51.781 pontos e o IEE também perdeu 0,67% aos 30.315 pontos. O volume financeiro ficou em R$5,7 bilhões.

“Os mercados simplesmente viveram um dia de ‘caos’. Começando pela China, com o governo querendo ajudar as corretoras e o que se viu foi uma saída forte. Na Grécia, sem acordo a cautela foi mantida, mas os mercados reagiram e ficaram com ganhos. Por aqui, o quadro político-econômico frágil seguiu tirando o apetite dos investidores. A Petrobras e as siderúrgicas seguiram vendendo, bem como a Vale, que viu os preços do minério de ferro abaixo dos US$ 50,00 a tonelada e a China sinalizando também uma crise”, considerou o superintendente da corretora Souza Barros, Ricardo Pinto Nogueira.

Para tornar o cenário ainda mais complicado, o pregão da Bolsa de Nova York retomou suas operações às 15h10 locais (16h10 de Brasília) após uma paralisação de mais de três horas por problemas técnicos que ainda não foram detalhados.

A suspensão começou às 11h32 locais (12h32 de Brasília). Apesar de as operações terem sido interrompidas no pregão da Bolsa de Nova York (NYSE), as transações eletrônicas e as plataformas alternativas funcionaram normalmente.

Voltando para a Ásia, pelo menos 1.331 empresas pararam as negociações nas bolsas da China continental, congelamento US$ 2,6 trilhões em ações, ou cerca de 40% do valor de mercado do país, sendo que outras 747 caíram no limite diário de 10%. As saídas do mercado chinês chegaram a 72%.

O governo do presidente Xi Jinping está aumentando os esforços para segurar a queda no mercado de ações e incentivando a compra de ações. Com isso, elevou a quantidade de títulos que as companhias de seguros podem manter, além de prometer mais crédito para financiar as operações dos mercados.

Na Grécia, o governo decretou uma nova prorrogação das restrições bancárias, impostas há dez dias, até o próximo domingo, depois de o Banco Central Europeu (BCE) ter decidido manter sem alterações a quantidade máxima de liquidez de emergência que os bancos gregos podem pedir ao Banco da Grécia.

Diante do cenário de cautela global e com os indicadores ainda não fortalecidos o suficiente da economia dos Estados Unidos, a ata do Comitê de Mercado Aberto (Fomc, sigla em inglês) do Federal Reserve mostrou que o aperto monetário, com a elevação das taxas de juros, ainda não deverá ocorrer nos próximos meses. A ata divulgada nesta quarta-feira, em Washington, é referente a reunião ocorrida entre os dias 16 e 17 de junho.

Entre as altas no IEE estavam as ações da Cesp PNB  (0,35% a R$19,90); Copel PNB (0,44% a R$34,50);  Equatorial ON (0,03% a R$36,57); e AES Tietê PN (0,34% a R$17,74).

Na contramão no IEE estavam as ações da Alupar UNT (-1,37% a R$16,60); CPFL Energia ON (-0,93% a R$19,12); Eletrobras PNB (-1,52% a R$8,42); e Energias do Brasil ON (-2,02% a R$11,64).

Carteira teórica

Na carteira teórica do Índice Bovespa que passa a vigorar a partir de 05 de maio de 2015 a 4 de setembro de 2015 estão: Itauunibanco PN (11,144%), Bradesco PN (8,440%), Ambev S/A ON (7,378%), Petrobras PN (5,687%) e Petrobras ON (4,166%).

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