Bovespa fecha com volume recorde de R$12 bilhões e elétricas ficam divididas

Medias para o setor de energia pesam no comportamento dos papéis nesta sessão

Ibovespa

A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em queda nesta quarta-feira, com os investidores analisando o comunicado do Federal Reserve sobre as taxas de juros dos Estados Unidos, que acabou agradando e suavizando as perdas.

A decisão “dovish” do Fed ofuscou os desacordos entre a Grécia e seus credores.

Ao final, o Ibovespa ficou em queda de 0,84% aos 53.248 pontos e o IEE ficou em alta de 0,20% aos 30.018 pontos. O giro financeiro foi recorde, R$12,098 bilhões.

“A Bovespa seguiu por mais uma sessão colada nos mercados lá fora. Hoje, em especial, havia a expectativa para a decisão do Fed sobre as taxas de juros, o que o mercado acabou gostando. Porém, a falta de acordo entre a Grécia e os credores segue refletindo por aqui também”, considerou o diretor da Máxima Corretora, José Costa Gonçalves.

Para Costa, esse movimento da bolsa paulista deverá permanecer até a próxima semana. “Existem grandes decisões que serão tomadas nos próximos dias e na semana que vem. Muitas medidas entram em votação no Congresso, além das agências de risco atentas aos prazos de uma sinalização da recuperação econômica do Brasil. Vale lembrar que hoje foi dia de vencimento de opções sobre o Ibovespa e índice futuro”, disse.

Para as elétricas, Costa classifica que muitas decisões, principalmente por parte da Aneel, estão refletindo no comportamento das ações. “As elétricas estão reagindo às definições dos leilões, concessões das distribuidoras, vendas de ativos, entre outras medidas do governo. São variáveis previstas, já que nossa economia está desacelerando e o que acompanhamos é redução no consumo de energia elétrica”, finalizou.

O comunicado da reunião do Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), Federal Reserve, divulgado nesta tarde pela presidente, Janet Yellen, mostra que a economia dos Estados Unidos segue fortalecida, depois de um recuo no começo deste ano. Porém, o Fed manteve a cautela ao iniciar a elevação das taxas de juros.

A autoridade espera mais ganhos no mercado de trabalho e inflação mais elevada antes de iniciar o aperto monetário com as taxas em mínimos históricos.

Sobre as pistas que todos os mercados esperavam, o Fed não deu e nenhum calendário para o aumento, mas enfatizou que espera ganhos da economia para acelerar ainda este ano.

Entre as altas no IEE estavam as ações da Alupar UNT N2 (0,62% a R$16,28); Cemig PN N1 (0,31% a R$12,99), Copel PNB (1,04% a R$33,90), Eletrobras PNB (0,65% a R$9,30); e Energias BR ON (0,46% a R$10,85).

Na contramão no IEE estavam as ações da Coelce PNA (-0,56% a R$42,26); CPFL Enegria ON (-0,73% a R$19,10); Eletropaulo PN (-1,15% a R$15,47); e AES Tietê PN (-0,29% a R$17,00).

O Ibovespa esteve entre as mais negociadas com R$3.017.556,94, participação em 34,40%.

Carteira teórica

Na carteira teórica do Índice Bovespa que passa a vigorar a partir de 05 de maio de 2015 a 4 de setembro de 2015 estão: Itauunibanco PN (11,144%), Bradesco PN (8,440%), Ambev S/A ON (7,378%), Petrobras PN (5,687%) e Petrobras ON (4,166%).

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