Bovespa fecha no vermelho e IEE acompanha em 0,51%

Volume financeiro ficou em R$6,6 bilhões

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A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em queda nesta segunda-feira, com os investidores digerindo os resultados das manifestações contra o governo federal ocorridas em várias partes do País neste domingo. Os preços de commodities e indicadores também refletiram no comportamento do índice.

Ao final, o Ibovespa recuou 0,61% aos 47.217 pontos e o IEE recuou 0,51% aos 27.669 pontos. O volume negociado foi de R$6,6 bilhões.

“A Bovespa sofreu com a quedas das commodities, em especial o minério de ferro, balanços corporativos abaixo de estimativas e, principalmente com o clima político que esta abalando a economia. O índice não se sustenta diante dessas notícias”, disse o operador da corretora Renascença. Luiz Roberto Monteiro.

Hoje, de acordo com informações do Irã, a produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) poderá aumentar depois de suspensas as sanções contra o país e decidida no acordo nuclear.

Ainda nesta manhã, o Banco Central do Brasil (BCB) divulgou o Boletim Focus, compilado elaborado com base em projeções de instituições financeiras para os principais indicadores da economia, mostrando que as instituições financeiras passaram a acreditar que a queda da economia não ocorrerá somente neste ano, mas também em 2016.

Na semana passada, a expectativa era estabilidade para o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, em 2016. Agora, a projeção é que haja queda de 0,15% no PIB, no próximo ano.

Para este ano, a projeção continua piorando: a estimativa de queda passou de 1,97% para 2,01%, no quinto ajuste seguido.

Na avaliação do mercado financeiro, a produção industrial deve apresentar retração de 5%, este ano, contra 5,21% previstos na semana passada. Em 2016, há expectativa de recuperação do setor, com crescimento de 1%, ante a previsão anterior de 1,15%. Com isso, é previsível o recuo no consumo de energia elétrica nos próximos meses.

Para o dólar, a projeção para a cotação para o final do ano, segundo o Focus, é de uma elevação, a quarta vez seguida, ao passar de R$ 3,40 para R$ 3,48. Para o fim de 2016, na terceira alta seguida, a projeção passou de R$ 3,50 para R$ 3,60. O que representa impacto para as elétricas que estão com negócios em dólar.

Entre as altas no IEE estavam as ações da Cemig PN N1 (2,22% a R$9,20); Energias do Brasil ON (0,25% a R$12,18); AES Tietê PN (0,17% a R$17,26,); e Equatorial ON (1,39% a R$35,03).

Na contramão no IEE estavam as ações da Alupar UNT (-1,15% a R$15,52); Cemig PN N1(-2,22% a R$9,20); Eletrobras PNB (-0,64% a R$7,75); e Eletropaulo PN (-3,13% a R$13,95).

Carteira teórica

Na carteira teórica do Índice Bovespa que passa a vigorar a partir de 05 de maio de 2015 a 4 de setembro de 2015 estão: Itauunibanco PN (11,144%), Bradesco PN (8,440%), Ambev S/A ON (7,378%), Petrobras PN (5,687%) e Petrobras ON (4,166).

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