Bovespa recua 1,83% e puxa elétricas para baixo com petróleo e MP

Volume financeiro em R$6,2 bilhões

Recuando

A Bolsa de Valores de São Paulo devolveu os ganhos da sessão anterior nesta quarta-feira e com os investidores digerindo o cenário global. China ficou no radar com os sinais de recuo no desenvolvimento econômico. As atenções seguiram também para a decisão do Federal Reserve em elevar a taxa de juros dos Estados Unidos, o que acabou mexendo com a Europa.

Ao final, o Ibovespa ficou em queda de 1,83% aos 46.581 pontos e o IEE ficou em queda de 1,78% aos 27.288 pontos. O giro financeiro foi de R$6,2 bilhões.

“A Bovespa acompanhou os mercados globais, com China desacelerando e puxando os mercados asiáticos, a Europa e Estados Unidos. Os preços de commodities também derrubaram a Vale e a Petrobras seguiu com os piores preços e ofertas de petróleo. O que poderia dar fôlego ao índice era o cenário doméstico, que também não ajudou, principalmente com a intervenção do governo no que estava planejado no ajuste fiscal”, disse o operador da corretora Renascença, Luiz Roberto Monteiro.

O barril do Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) fechou nesta quarta-feira em baixa de 4,27%, cotado a US$ 40,80, seu nível mais baixo em seis anos e meio.

A queda de hoje foi atribuída a relatórios segundo os quais as reservas de petróleo nos Estados Unidos atingiram os níveis mais altos para esta época em pelo menos oito décadas.

Para as elétricas, além do petróleo, o mercado segue digerindo as Medida Provisória 688 divulgada nesta terça-feira (18) pelo Ministério de Minas e Energia.

Nesta sessão, todas as elétricas ficaram no vermelho e entre os maiores recuos ficaram os papéis da Cemig PN (-4,62% a R$8,87); Copel  PNA (-3,30% a R$31,60); Eletrobras PNB (-2,51% a R$7,37); AES Tietê ON (-3,33% a R$17,11); e Energias BR ON (-1,32% a R$11,94).

Na contramão no IEE estava apenas as ações da Tractebel ON (+0,23% a R$34,99).

Carteira teórica

Na carteira teórica do Índice Bovespa que passa a vigorar a partir de 05 de maio de 2015 a 4 de setembro de 2015 estão: Itauunibanco PN (11,144%), Bradesco PN (8,440%), Ambev S/A ON (7,378%), Petrobras PN (5,687%) e Petrobras ON (4,166).

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