Bovespa segura alta e IEE acompanha em 0,85%

Volume negociado na bolsa paulista foi de R$5,8 bilhões

Biosev e os resultados

A Bolsa de Valores de São Paulo segurou alta nesta terça-feira, com os investidores analisando a decisão do Banco Popular da China para ajudar a segurar os mercados asiáticos e a economia do País. Por outro lado, as questões domésticas seguiram respingando no movimento de hoje.

Ao final, o Ibovespa ficou em alta de 0,47% aos 44.544 pontos e o IEE ficou em alta de 0,85% aos 25.578 pontos. O volume negociado na bolsa paulista foi de R$5,8 bilhões.

“O bom humor da abertura não durou muito, com a Vale recuando e os bancos também. O que se viu foi o mercado digerindo com mais cuidado as medidas adotadas pelo Banco Central da China para tentar segurar o volume de vendas nos mercados asiáticos. Com Nova York recuando, o Ibovespa acabou seguindo, mas conteve no final do pregão”, disse o gerente de Bovespa da corretora HCommcor, Ari Santos.

Hoje, o Banco Popular da China anunciou uma redução de 0,25 pontos nas taxas de juros dos empréstimos, para deixá-las em 4,6%, e de outros 0,25 pontos nas taxas de juros dos depósitos, para 1,75%.

Além disso, o Banco Central chinês reduziu em meio ponto percentual o depósito compulsório dos bancos, no segundo “duplo corte” (de juros e coeficiente) adotado nos últimos dois meses, depois do anunciado em 28 de junho.

É a quinta redução das taxas de juros e a quarta do depósito compulsório que o Banco Popular da China aprova desde novembro do ano passado.

O BPC informou que a redução nas taxas de juros entrará em vigor a partir desta quarta-feira, e a do depósito compulsório – porcentagem de dinheiro que os bancos são obrigados a manter como reservas e não podem emprestar – só começará a ser aplicada em 6 de setembro.

O banco central explicou que com estas medidas tenta “criar um bom entorno financeiro e monetário para se adaptar a uma situação de alta volatilidade nos mercados financeiros no mundo todo”. As informações são da agência Efe.

Nesta sessão, os preços do petróleo também reagiram com o cenário chinês, já que o país é o segundo maior comprador do mundo.

O barril de petróleo Brent para entrega em outubro fechou no mercado de futuros de Londres em alta de 1,21%, cotado a US$ 43,21.

O petróleo do Mar do Norte terminou a sessão no International Exchange Futures (ICE) US$ 0,52 abaixo do valor de ontem, que foi de US$ 42,69.

O barril do Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) fechou nesta terça-feira em alta de 2,8%, para US$ 39,31, recuperando parte da forte queda de ontem, mas ainda mantendo o baixo patamar de mais de seis anos atrás.

Ao final da sessão na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os contratos futuros do WTI para entrega em outubro subiram US$ 1,07 em relação ao fechamento de ontem, quando caiu 5,46%. Mesmo assim, o preço de hoje está abaixo da barreira de US$ 40.

Entre as altas no IEE estavam as ações da Cemig PN (1,01% a R$7,98); Coelce PNA (1,05% a R$35,49), Eletrobras PNB (1,45% a R$7,01), Equatorial ON (3,16% a R$34,56); e Energias BR ON (1,06% a R$11,40).

Na contramão no IEE estavam as ações da Eletropaulo PN (-0,77% a R$11,61); AES Tietê PN (-0,61% a R$16,20); Taesa UNT N2 (-1,15% a R$18,09); e Trans. Paulista PN (-0,84% a R$37,83).

Carteira teórica

Na carteira teórica do Índice Bovespa que passa a vigorar a partir de 05 de maio de 2015 a 4 de setembro de 2015 estão: Itauunibanco PN (11,144%), Bradesco PN (8,440%), Ambev S/A ON (7,378%), Petrobras PN (5,687%) e Petrobras ON (4,166).

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