Braskem esclarece nome ligado a “OperaçãoLava Jato” e Antonio Palocci

Companhia afirma que iniciou processo de investigação interna independente instaurado em março de 2015

Braskem

A Braskem esclareceu nesta segunda-feira a matéria divulgada pelo jornal “O Estado de São Paulo”, na edição da última sexta-feira (30), na coluna de Política sob o título: “Lava Jato investiga se Braskem repassou propina a Palocci”.

A matéria mostra que: “os investigadores da Operação Lava Jato apuram suspeita de que a Braskem – petroquímica da Odebrecht, em sociedade com a Petrobrás – pagou parte das propinas destinadas ao ex-ministro Antonio Palocci, via Setor de Operações Estrutura, o “departamento da propina da empreiteira”. As suspeitas têm como base registros de pagamentos deletados dos arquivos da empreiteira, mas recuperados pela Polícia Federal.

Ainda no texto, há indícios, segundo investigadores, de que um dos destinatários finais do dinheiro seria o ex-marqueteiro do PT João Santana, responsável pelas campanhas eleitorais dos ex-presidentes, Dilma Rousseff, (2014 e 2010) e Luiz Inácio Lula da Silva (2006).

Os investigadores apontam que Palocci teria agido em favor da Braskem para aprovar leis que beneficiariam a empresa em pelo menos dois momentos: em 2009, quando era deputado federal pelo PT, e em 2013, quando atuava como consultor.

O petista foi detido temporariamente na segunda-feira, alvo da Omertà, 35.ª fase da Lava Jato, sob suspeita de ter arrecadado R$ 128 milhões da Odebrecht em propinas ao PT, entre 2008 e 2013. Ele foi ouvido na quinta-feira, 29, por cerca de 4 horas pelo delegado Filipe Hille Pace e pela procuradora Laura Tessler. O ex-ministro negou irregularidades.

Os registros identificados pela perícia da PF são de entregas de dinheiro em espécie em endereços de duas Empresas de publicidade e comunicação, em São Paulo, com a Braskem como uma das fontes de recursos. Os dados deletados estavam no mesmo arquivo de pagamentos da conta “Italiano”, codinome atribuído a Palocci nas planilhas da Odebrecht. Nesses mesmos locais, estão os registros de pagamentos ordenados “por Marcelo Odebrecht” efetuados a “João Santana/Mônica Moura (Feira) e outros beneficiários ainda não identificados”. ”

Diante dessas informações, a Braskem, também respondendo à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), disse que, tão logo tomou conhecimento das alegações mencionadas na notícia, determinou apuração imediata pelos assessores externos.

A companhia informou que já iniciou diálogos com o Department of Justice (DoJ) e a Securities and Exchange Commission ( SEC) e que espera resultar em negociações formais de acordo e na resolução das denúncias de irregularidades surgidas no âmbito da “Operação Lava Jato”. Embora já tenha iniciado processo de investigação interna independente instaurado em março de 2015.

Além dos diálogos com o DoJ e SEC, a companhia pretende iniciar tratativas simultâneas no Brasil com o mesmo objetivo.

As discussões estão sendo conduzidas pela Diretoria da Braskem, devendo ser observadas as normas estatutárias para a deliberação sobre eventual proposta de acordo que venha a ser negociada.

“Adicionalmente, os investigadores independentes, em regime de cooperação com as autoridades, seguirão realizando diligências com vistas a averiguar as denúncias de irregularidades objeto do eventual acordo”, diz a nota.

A Braskem acredita que eventual acordo com as autoridades poderá resultar em obrigações pecuniárias materiais, além de outras possíveis sanções ou obrigações de natureza não pecuniária.

Ante esse negociação, a Braskem não prevê, pelo menos neste momento, a duração ou o seu resultado final.

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