CCEE: PLD deve ficar na faixa de R$ 200/MWh no primeiro semestre de 2018

Melhora nas afluências e nos níveis dos reservatórios impactam na queda do preço para dezembro e início de janeiro

Divulgação ABEEólica

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE apresentou nesta terça-feira (02), durante o InfoPLD ao vivo, análise do comportamento do Preço de Liquidação das Diferenças – PLD de dezembro de 2017 e início de 2018. A consolidação do período úmido e a melhora no cenário hidrológico das principais bacias nos últimos meses impactam na queda do PLD em dezembro e janeiro. O preço deve permanecer na faixa de R$ 200/MWh até julho e com possibilidade de queda já em agosto.

O gerente de preços da CCEE, Rodrigo Sacchi, explica que a melhora no cenário hidrológico nos principais submercados (Sudeste/Centro-Oeste e Sul) nos últimos meses é o fator decisivo para a retração do PLD em todo o país. “Temos a manutenção das ENAs esperadas para o Sudeste em 95% da média histórica, em janeiro, e melhoras mais significativas no Sul (124% da MLT) e no Norte (89% da média). Mesmo com uma ligeira recuperação no Nordeste (50%), a situação ainda é ruim na região”, afirma o executivo.

Sacchi destaca ainda que tais índices impactaram positivamente no reenchimento dos reservatórios do Sistema Interligado Nacional – SIN. O armazenamento chegou a 22,5% no Sudeste, aumento de 3,8%. Nos reservatórios do Nordeste e do Norte, o impacto da hidrologia foi ainda mais positivo, proporcionando a elevação nos níveis dos reservatórios na casa dos 7% em ambas as regiões. Apenas no Sul (-3%), houve queda nos índices, mas a energia armazenada alcança 57% ao final de dezembro.

“Essa melhora de cenário provocou a queda do PLD em dezembro e na primeira semana de janeiro, inclusive com o preço ficando abaixo dos R$ 200/MWh”, lembra. De acordo com o gerente de preços, o PLD médio de 2017 no Sudeste/Centro-Oeste, principal submercado do Sistema, foi de R$ 324/MWh e as projeções para 2018 indicam a média de R$ 190/MWh. “A tendência é que o preço oscile em torno de R$ 200/MWh até julho, com possibilidade de queda a partir de agosto”.

Já o fator de ajuste do MRE esperado para 2018 deve ficar em 89%, e considerando o perfil de sazonalização de Garantia Física (GF) declarado pelos agentes desse mecanismo, com índices em 79% em dezembro e 113,2% em janeiro. A projeção do MRE referente à repactuação do risco hidrológico, que leva em conta a sazonalização “flat” da garantia física, deve ficar em 79,5% em dezembro e em 96,1% para o primeiro mês do ano.

A análise do MRE implica no impacto financeiro, em um cenário hipotético de 100% de contratação, na ordem de R$ 10 bilhões para 2018, sendo R$ 7 bilhões referentes ao Ambiente de Contratação Regulada – ACR e R$ 3 bilhões ao Ambiente de Contratação Livre – ACL, montante inferior aos R$ 40 bi projetados para o ano passado.

Os Encargos de Serviços do Sistema – ESS, em dezembro, devem ficar em R$ 128 milhões e em R$ 1,3 milhão para janeiro. O custo decorrente do descolamento entre o CMO e o PLD tem previsão nula para dezembro e janeiro de 2018.

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