CCEE: PLD impacta positivamente na redução dos encargos e ajuste do MRE

As maiores quedas nas afluências foram observadas nos submercados Sudeste e Sul com afluências passando de 133% para 89% e 259% para 79% da média histórica

Aumento com o PIB

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE apresentou nesta segunda-feira (31/8)  análise do comportamento das afluências no Sistema Interligado Nacional – SIN em agosto e a previsão para setembro. A queda nos índices de precipitações esperados, principalmente para os submercados Sudeste/Centro-Oeste e Sul, impactaram no aumento do PLD para a primeira semana de setembro, mas reduziram as estimativas dos Encargos de Serviços dos Sistemas – ESS, além de aumento do fator de ajuste do Mecanismo de Realocação de Energia – MRE.

“Neste cenário de elevação do preço e ainda em função do desligamento das 21 térmicas com CVU acima de R$ 600/MWh, observamos um aumento no fator de ajuste do MRE (GSF) de 86% para 88% em setembro. Com isso, para o ano de 2015, a previsão é que a energia alocada no MRE fique em 85%, índice acima do esperado nos meses anteriores”, destaca o gerente de Preço da CCEE, Rodrigo Sacchi.

Associado a isso, a influência do comportamento do preço esperado para setembro nos encargos do sistema (ESS) por segurança também foi destacada durante a apresentação do evento. Segundo Sacchi, em agosto, mesmo com desligamento parcial das térmicas, o PLD permaneceu baixo, gerando um encargo estimado em R$ 864 milhões para o período. Já a elevação esperada do PLD reduziu a perspectiva para 2015 dos encargos, que foi revista de R$ 7,4 bi (previstas no último encontro do InfoPLD) para R$ 5,6 bilhões.

Apesar desse aumento do PLD, causado pela redução das afluência, as projeções do PLD indicam que o preço fique abaixo do teto estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel até o final do ano. “O PLD deve ficar na casa de R$ 250/MWh em outubro e novembro, voltando a cair para cerca de R$ 150/MWh em dezembro e no começo de 2016”, afirma Sacchi.

As maiores quedas nas afluências foram observadas nos submercados Sudeste e Sul com afluências passando de 133% para 89% e 259% para 79% da média histórica, respectivamente. A Energia Natural Afluente – ENA do Nordeste permaneceu em 50% da média, enquanto os números do Norte caíram de 85% para 78% da MLT.

Os níveis dos reservatórios das hidrelétricas de todas as regiões sofreram decréscimo com ênfase para o Sul, que atingiu 77,7% da capacidade ao final do mês frente os 96,8% registrados anteriormente. No Norte, o índice caiu 12,1%, ficando em 63,5%, enquanto passou de 22,55% para 18,5% no Nordeste. Os reservatórios do Sudeste, por sua vez, caíram 3 p.p, passando de 37,4% para 34,4% na comparação com o mês anterior.

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