CCEE: Projeção do PLD prevê valor no limite mínimo em março de 2016 sem térmicas

Para 2016 nova projeção aponta, a partir de março, o PLD deva atingir o limite mínimo estabelecido pela Aneel, de R$ 30,26/MWh

CCEE e PLD

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE apresentou uma projeção atualizada do Preço da Liquidação das Diferenças – PLD para 14 meses à frente, já utilizando o cenário com o desligamento de 21 térmicas, anunciado pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), na última semana. A expectativa é que o PLD fique bem abaixo do teto e alcance o valor mínimo em março de 2016.

Segundo a projeção feita pela CCEE, os impactos do desligamento das térmicas no PLD em 2015 serão sutis e não passam de R$ 5/MWh no Sudeste/Centro-Oeste, principal submercado do Sistema Interligado Nacional – SIN. Mesmo assim, o preço continua inferior ao teto. O valor esperado para dezembro passou de R$ 120/MWh para R$ 125/MWh na região e não sofreu qualquer alteração no preço de agosto, permanecendo em R$ 109/MWh. Já para 2016, a nova projeção aponta que, a partir de março, o PLD deva atingir o limite mínimo estabelecido pela Aneel, de R$ 30,26/MWh nos submercados Sudeste, Sul e Norte.

Os impactos mais significativos do desligamento das 21 térmicas serão sentidos nos Encargos de Serviço do Sistema – ESS, que deve ter uma redução de R$ 4,998 bilhões entre agosto e dezembro. A estimativa sobre o Fator de Ajuste do Mecanismo de Realocação de Energia – MRE, ou GSF, também será impactado pelo desligamento e deve aumentar de 82,7% para 84,2%, um aumento de 1,6% para o ano de 2015, o que diminui a exposição dos geradores.

A apresentação atualizada da projeção do PLD foi feita pelo gerente de Preço da CCEE, Rodrigo Sacchi, em encontro adicional com os agentes e considerou dois cenários de despacho térmico por segurança energética: um com a Geração Térmica Maximizada (atual) e outro com Geração Térmica para UTEs com CVU até R$ 600/MWh, excluindo-se as térmicas mais caras já desligadas no dia 8.

O desligamento significará uma redução de geração da ordem de 2.000 MW médios de energia dos 15.000 MW médios gerados por usinas termelétricas (movidas a combustíveis como óleo, carvão e gás, e que são mais caras).

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