CMSE: aumenta segurança no abastecimento de energia em maio

Considerando o risco de déficit de 5%, conforme critério estabelecido pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), há sobra estrutural de cerca de 8.213 MW médios

Tabela do MME

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), em reunião ordinária nesta quarta-feira (13) presidida pelo Ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, concluiu que o risco de déficit de energia em 2015 recuou novamente em maio, para 2,4% na Região Sudeste/Centro-Oeste, e para 0% na Região Nordeste, considerando o despacho pleno das usinas térmicas. Na reunião anterior do colegiado, o risco nessas regiões era de 4,9% e de 1,2%, respectivamente, em patamar já inferior ao apurado na reunião de março.

“Com base nas análises efetuadas, observa-se que as condições de suprimento de energia do Sistema Interligado Nacional melhoraram em relação ao mês anterior”, destaca nota emitida pelo colegiado.

Os integrantes do CMSE apontam que há sobra estrutural de cerca de 8.213 MW médios para atender a carga prevista. Em 2015, até maio, entraram em operação 2.144 MW do total de 6.410 MW de capacidade de geração previstos para este ano. desde a última reunião do CMSE, entraram em operação 475 MW.

O sistema elétrico apresenta-se estruturalmente equilibrado, devido à capacidade de geração e transmissão instalada no país, que continua sendo ampliada com a entrada em operação de usinas, linhas e subestações, considerando-se tanto o critério probabilístico (riscos anuais de déficit), como as análises com as séries históricas de vazões, para o atendimento da carga prevista para 2015, de 65.179 MW médios de energia[i].

O Sistema Interligado Nacional (SIN), dispõe das condições estruturais para o abastecimento do País, embora as principais bacias hidrográficas onde se situam os reservatórios das regiões Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste tenham enfrentado uma situação climática desfavorável.

Considerando o risco de déficit de 5%, conforme critério estabelecido pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), há sobra estrutural de cerca de 8.213 MW médios para atender a carga prevista, valor esse atualizado com as datas de entrada em operação das usinas para os próximos meses e a projeção de demanda. Em 2015, entraram em operação 2.144 MW do total de 6.410 MW de capacidade de geração previstos, dos quais  475 MW desde a última reunião deste Comitê, conforme listado na tabela.

Segundo informações do CEMADEN e INPE/CPTEC, no mês de abril de 2015 as chuvas foram mal distribuídas pelo Brasil. Choveu acima da média no noroeste do estado do Amazonas e nos estados de Goiás, Mato Grosso, Tocantins, Minas Gerais e Bahia. Choveu abaixo da média na maior parte da Região Sul, em grande parte dos estados da Região Nordeste e na maior parte da Região Norte. A distribuição espacial das chuvas em abril de 2015 resultou em chuvas acima da média nas bacias dos rios Jacuí e Tocantins e abaixo da média nas principais bacias monitoradas pelo Sistema Interligado Nacional. Assim, as afluências verificadas em abril foram 89%, 56%, 107% e 83% da média histórica nas regiões Sudeste/Centro-Oeste, Nordeste, Sul e Norte, respectivamente.

Considerando a configuração do sistema do Programa Mensal de Operação – PMO, de maio de 2015, e simulando-se o desempenho do sistema utilizando as 82 séries de energias afluentes observadas no histórico[ii], considerando o despacho das térmicas por ordem de mérito, obtêm-se valores para o risco de qualquer déficit de energia iguais a 3,7% e 0,0% respectivamente para as regiões Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste[iii]. Considerando, agora, o despacho pleno das térmicas em 2015, os valores para o risco de qualquer déficit de energia passam para 2,4% e 0,0% nas regiões Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste, respectivamente. Com base nas análises efetuadas, observa-se que as condições de suprimento de energia do Sistema Interligado Nacional melhoraram em relação ao mês anterior.

Mesmo com o sistema em equilíbrio estrutural, ações conjunturais específicas podem ser necessárias, em função da distribuição espacial dos volumes armazenados, cabendo ao Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS a adoção de medidas adicionais àquelas normalmente praticadas, como aquelas adotadas em 2014, buscando preservar os estoques nos principais reservatórios de cabeceira do SIN.

Além das análises apresentadas, outras avaliações de desempenho do sistema, utilizando-se o valor esperado das afluências e anos semelhantes de afluências obtidas do histórico, não indicam, no momento, insuficiência de suprimento energético neste ano.

O CMSE, na sua competência legal, continuará monitorando, de forma permanente, as condições de abastecimento e o atendimento ao mercado de energia elétrica do País.

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