CMSE mostra que capacidade de operação já passa de 50%

Nota informativa emitida após a reunião aponta ainda que há sobra estrutural de cerca de 8.213 MW médios para atender a carga prevista

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De janeiro até agora foram adicionados ao Sistema Interligado Nacional (SIN) 3.088 MW de capacidade instalada nova, quase metade dos 6.410 MW de capacidade de geração previstos para 2015, conforme aponta o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) em sua 157ª reunião, realizada nesta quarta-feira (08/07). A reunião foi presidida pelo ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga.

Desde a última reunião do colegiado, foram adicionados 567 MW de energia nova. A nota informativa emitida após a reunião do CMSE aponta ainda que há sobra estrutural de cerca de 8.213 MW médios para atender a carga prevista.

O sistema elétrico apresenta-se estruturalmente equilibrado, devido à capacidade de geração e transmissão instalada no país, que continua sendo ampliada com a entrada em operação de usinas, linhas e subestações, considerando-se tanto o critério probabilístico (riscos anuais de déficit), como as análises com as séries históricas de vazões, para o atendimento da carga prevista para 2015, de 65.179 MW médios de energia.

O SIN, dispõe das condições estruturais para o abastecimento do País, embora as principais bacias hidrográficas onde se situam os reservatórios das regiões Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste tenham enfrentado uma situação climática desfavorável. Considerando o risco de déficit de 5%, conforme critério estabelecido pelo Conselho Nacional de Política Energética – CNPE, há sobra estrutural de cerca de 8.213 MW médios para atender a carga prevista, valor esse atualizado com as datas de entrada em operação das usinas para os próximos meses e a projeção de demanda. Em 2015, entraram em operação 3.088 MW do total de 6.410 MW de capacidade de geração previstos, dos quais 567 MW desde a última reunião deste Comitê.

Segundo informações do CEMADEN e INPE/CPTEC, no mês de junho de 2015, predominaram chuvas abaixo da média nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte do Brasil. Consequentemente, em todas as bacias nos subsistemas Nordeste e Sudeste/Centro-Oeste, com exceção da bacia do rio Paranaíba, as chuvas ficaram abaixo da média. As bacias do subsistema Sul apresentaram chuvas variando de normais a acima da média histórica. Nas bacias dos rios Uruguai e Jacuí choveu acima da média, enquanto na bacia do rio Iguaçu a chuva ficou próxima à média. Assim, as afluências verificadas em junho foram 90%, 53%, 139% e 96% da média histórica nas regiões Sudeste/Centro-Oeste, Nordeste, Sul e Norte, respectivamente.

Considerando a configuração do sistema do Programa Mensal de Operação – PMO, de julho de 2015, e simulando-se o desempenho do sistema utilizando as 82 séries de energias afluentes observadas no histórico[i], considerando o despacho das térmicas por ordem de mérito, obtêm-se valores para o risco de qualquer déficit de energia iguais a 1,2% e 0,0%, respectivamente para as regiões Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste[ii]. Considerando, agora, o despacho pleno das térmicas em 2015, os valores para o risco de qualquer déficit de energia passam para 0,0% nas duas regiões. Com base nas análises efetuadas, observa-se que as condições de suprimento de energia do Sistema Interligado Nacional melhoraram em relação ao mês anterior.

Mesmo com o sistema em equilíbrio estrutural, ações conjunturais específicas podem ser necessárias, em função da distribuição espacial dos volumes armazenados, cabendo ao Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS a adoção de medidas adicionais àquelas normalmente praticadas, como aquelas adotadas em 2014, buscando preservar os estoques nos principais reservatórios de cabeceira do SIN.

Além das análises apresentadas, outras avaliações de desempenho do sistema, utilizando-se o valor esperado das afluências e anos semelhantes de afluências obtidas do histórico, não indicam, no momento, insuficiência de suprimento energético neste ano.

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