Coface revela otimismo entre petroleiras dos Emirados Árabes

Os fornecedores domésticos foram menos impactados que os exportadores pela desaceleração da economia e pela falta de liquidez

Arquivo:UI

A nova pesquisa da Coface mostra otimismo entre as empresas privadas não petrolíferas dos Emirados Árabes Unidos. Coface é uma seguradora de crédito francesa.

São  43,5% dos exportadores e 42% dos fornecedores doméstico esperam que a rentabilidade aumente 52,2% e 59% respectivamente, antecipando uma recuperação nas vendas em relação ao ano passado. 39% dos exportadores prevê uma melhora no fluxo de caixa.

As contas em atraso e as contas a vencer das empresas dos Emirados Árabes, representam em média, uma cifra de apenas um dígito do volume total de suas vendas anuais.

Os prazos de pagamento corporativos estão se prolongando, enquanto que a conscientização sobre os riscos de crédito comercial aumentaram.

Os fornecedores domésticos foram menos impactados que os exportadores pela desaceleração da economia e pela falta de liquidez.

Os participantes da pesquisa reportam que as condições de pagamento estão se prolongando. As empresas apresentaram volumes de venda inferiores, decorrente do fraco comércio global e liquidez apertada, e prorrogaram os pagamentos. No entanto, apesar disso, a maioria dos entrevistados está otimista sobre as perspectivas econômicas para a região. “Os resultados deste estudo são oportunos, especialmente agora que a economia está começando a melhorar novamente e as empresas dos Emirados Árabes estão procurando maximizar suas vantagens competitivas neste ano. A economia diversificada da região ajudou a reduzir a intensidade dos efeitos do declínio do preço do petróleo. O crescimento constante esperado em 2017 será impulsionado principalmente pelo comércio não petrolífero estrangeiro, o consumo privado, o turismo e novos investimentos para o Dubai Expo 2020″, afirmou Massimo Falcioni, CEO da Coface nos países do Oriente Médio.

“A estrutura diversificada da economia dos Emirados Árabes fez com que os fornecedores nacionais tenham sido menos afetados pela desaceleração econômica e condições de liquidez apertadas do que os exportadores, que foram afetados pela fraca recuperação do comércio mundial”, disse Seltem Iyigun, economista Coface para o Oriente Médio.

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