Consumo de energia elétrica cai 1,5% em junho

No primeiro semestre do ano, o Brasil registrou queda de 1,1% em relação a igual período do ano passado, alcançando 235.939 GWh

Mudanças e a regulação

De acordo com a Resenha Mensal elaborada pela Empresa de Pesquisa Energética – EPE, no primeiro semestre de 2015, o consumo de eletricidade na Baixa Tensão cresceu apenas 0,9% comparado a igual período do ano anterior. Desde o início do ano, observa-se gradual arrefecimento da taxa de crescimento. No primeiro trimestre chegou a 1,3%, sendo ainda menor no segundo trimestre, 0,4%. No mês, a taxa apresentou recuo de 0,1%.

O fraco desempenho observado neste mercado é corroborado pelas estatísticas de volume de vendas no varejo, que mostram queda de 1,4% no ano, em especial, no segmento de eletrodomésticos (-7,4%) (PMC, IBGE).

Constata-se ainda frustração na inauguração de shopping centers no país, conforme divulgação da ABRASCE (30% a menos em área bruta locável). Ambos indicadores refletem  a situação econômica caracterizada pelo baixo nível de confiança do consumidor e pela deterioração de seu poder aquisitivo, também influenciado pelo aumento da tarifa de eletricidade (reajustes ordinários, extraordinários e bandeiras tarifárias). Mudanças de hábito associadas à redução de desperdício e uso eficiente possivelmente também contribuem para a redução do consumo de eletricidade por consumidor.

Finalmente, as temperaturas registradas nesse período foram mais amenas do que as de 2014, diminuindo o consumo elétrico para climatização.

Assim, embora estável no semestre (0,3%) o consumo de eletricidade residencial cresceu no primeiro trimestre (+1,1%) e declinou no segundo trimestre (-0,6%). No mês de junho perdura a retração no consumo com queda de 1,1%. O consumo médio nas residências alcançou o valor de 165 kWh/mês (queda de 0,6%), com destaque para a queda de 2,1% no Sul e 1,5% no Sudeste, diferente do crescimento ainda observado nas demais regiões do país (Norte: 2,6%, Nordeste: 1,5 % e Centro Oeste: 1%). A taxa de crescimento do número de consumidores residenciais mantem-se estável em torno de 3%.

A classe comercial cresceu 1,7% no semestre e 1,5% no mês, com destaque para a atividade no Nordeste, que sustenta elevadas taxas de consumo (6,1% no semestre e 5,4% em junho). Segundo a ABRASCE, já foram inaugurados três novos shopping centers no Nordeste este ano, enquanto no ano passado registrou-se apenas uma inauguração até junho.

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