Consumo de energia no setor industrial teve queda de 4,6% em fevereiro

Conforme e Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica, elaborada pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) ligada ao Ministério de Minas e Energia, em fevereiro de 2015, o …

Metalúrgica segura consumo

Conforme e Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica, elaborada pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) ligada ao Ministério de Minas e Energia, em fevereiro de 2015, o consumo de energia elétrica da indústria recuou 4,6% em relação ao mesmo mês de 2014, somando 14.298 GWh. Em relação a janeiro, houve crescimento de 1,6%, expansão já esperada como típica do mês em análise.

O resultado mensal teria sido melhor não fossem as consequências de um menor número de dias úteis em relação ao mesmo mês do ano de 2014 (17 contra 20 em fevereiro de 2014), ainda que esse efeito calendário não afete uniformemente todos os segmentos da indústria.

O setor metalúrgico, que mais consome energia elétrica, também foi o que apresentou a maior retração (-17%). Os estados mais afetados nesse setor foram São Paulo (-15%), Minas Gerais (-24%), Pará (-6%) e Maranhão (-50%). Na maioria deles, o resultado do consumo industrial de energia também foi negativo, com exceção do Pará (+0,6%), que teve o pequeno crescimento sustentado pela expansão de algumas empresas do setor extrativo mineral. No Rio de Janeiro, a retomada de produção de uma grande empresa siderúrgica garantiu o bom desempenho do setor metalúrgico no estado (+6%).

Ainda no setor metalúrgico, tem-se, de um lado, aumento da produção do aço bruto que, no Brasil, cresceu 2,3% em fevereiro de 2015, conforme divulgado pelo Instituto Aço Brasil. De outro, tem-se a queda da produção de alumínio, um dos segmentos que mais influencia o consumo de energia nesse setor. Segundo dados da Abal, a produção de alumínio primário recuou 31,4% ante o mesmo mês do ano anterior, (a produção ainda era elevada no início de 2014). Mas, parece que a produção está estabilizada desde junho de 2014, o mesmo ocorrendo com o consumo de energia elétrica

Dentre os segmentos listados, a segunda maior retração de consumo de energia ocorreu no setor automobilístico (-10%), que acompanhou a queda verificada na produção total de veículos no mês (-28,9%), conforme divulgado pela ANFAVEA. Os maiores reflexos foram registrados em São Paulo (-11%), Minas Gerais (-7%), Paraná (-10%) e Rio Grande do Sul (-17%). Esse resultado reflete, entre outros fatores, alta da inflação e dos juros e restrição ao crédito.

O fraco desempenho do setor de veículos afetou setores fornecedores, como o de borracha e plástico. A redução da produção desses segmentos ocasionou a queda no consumo de energia elétrica setorial (-1,7%). Os principais estados afetados foram São Paulo (-3%), Rio Grande do Sul (-3%), Santa Catarina (-3%) e Bahia (-6%).

No setor químico, o consumo de energia caiu 1,4%. Parte desse resultado está associada à redução geral da atividade econômica no país. A produção de setores demandantes do químico reduziu, afetando a cadeia como um todo e causando impactos no consumo. O desempenho do setor foi bastante heterogêneo, com retração em São Paulo (-3%), Alagoas (-5%) e Rio de Janeiro (-30%) e crescimento em Minas Gerais (+3%), Bahia (+6%) e Pernambuco (+6%).

A crise no setor têxtil reflete a dificuldade da indústria nacional em concorrer com produtos importados apesar da elevação do câmbio. O custo da energia elétrica é fator importante nesse setor. Nesse contexto, a produção caiu, causando reflexos no consumo de energia elétrica. Os estados mais afetados foram São Paulo (-6%), Minas Gerais (-9%), Ceará (-2%), Paraná (-12%) e Paraíba (-48%). No Sudeste, a crise hídrica também influenciou o desempenho setorial.

Por outro lado, o segmento de extração de minerais metálicos, muito voltado à exportação, continuou com crescimento vigoroso de produção e do consumo de energia (+24%), especialmente em Minas Gerais (+29%), Espírito Santo (+27%) e Pará (+17%).

Pelo segundo mês consecutivo, o consumo industrial registrou queda em todas as regiões: Sudeste (-6,3%), Nordeste (-4,4%), Sul (-1,4%), Centro-Oeste (-5,0%) e Norte (-0,7%).

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