Consumo na indústria foi de 14.320 GWh em maio com queda de 4,2%

A quarta maior taxa de queda no consumo de energia se deu no setor de borracha e plástico (-8%), muito em razão da redução da produção de veículos

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De acordo com a Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica, elaborada pela Empresa de Pesquisa Energética – EPE, no mês de mês de maio, o consumo industrial de energia permaneceu em queda, resultado da retração em vários setores.

O consumo total da indústria foi de 14.320 GWh, representando recuo de 4,2% em relação a maio de 2014 e de 1,2% na comparação com o mês de abril, na série dessazonalizada.

Esta queda espelha o fraco desempenho do setor industrial, que vem reduzindo a produção, em função do recuo da demanda interna e do acúmulo de estoques.

Dos 36 setores da indústria analisados pela EPE em maio, apenas 8 apresentaram aumento na demanda de energia. A evolução do consumo dos 10 principais setores consumidores de energia da indústria (77% do consumo industrial) é apresentada no gráfico abaixo.

A maior retração no consumo de energia ocorreu no setor automobilístico (-14%), refletindo o desempenho da produção total de veículos em maio, que encolheu 25,3%, conforme dados da ANFAVEA. Os maiores impactos no consumo de energia foram verificados em São Paulo (-14%), Minas Gerais (-22%), Paraná (-7%), Rio Grande do Sul (-22%) e Bahia (-10%). Uma exceção notável foi Pernambuco onde, devido ao início de operação de uma unidade da Fiat–Chrysler no estado, ocorreu expressiva expansão.

O setor metalúrgico, que é o maior segmento em termos de consumo de energia, apresentou a segunda maior retração (-11%). Em Minas Gerais ocorreu a maior queda (-11%), especialmente no segmento de ferroligas (-50%). Em São Paulo (-9%) e no Pará (-5%), a queda do setor se explica, principalmente, pela retração na produção de alumínio. Já no Rio de Janeiro, o crescimento de 20% na demanda de energia do subsetor na rede se deveu à redução na produção de uma planta de cogeração (autoprodução). Houve retração drástica do consumo de energia da metalurgia no Maranhão, queda de -90%, devido ao desligamento quase total da planta de alumínio da Alumar, conforme anúncio feito pela empresa já em abril deste ano. Com isso, o consumo industrial no estado caiu 67,9%.

O cenário econômico se refletiu também no setor de alimentos, segundo no ranking de consumo de energia. A demanda de energia nesse segmento recuou 8,4%. Os estados mais afetados foram Rio Grande do Sul (-36%), Mato Grosso do Sul (-7%), São Paulo (-5%) e Mato Grosso (-5%).

A quarta maior taxa de queda no consumo de energia se deu no setor de borracha e plástico (-8%), muito em razão da redução da produção de veículos, um dos principais demandantes dos produtos deste subsetor. Foram afetados, especialmente, o consumo de energia nos estados de São Paulo (-7%), Bahia (-2%), Rio de Janeiro (-7%), Minas Gerais (-8%) e Rio Grande do Sul (-38%).

O setor extrativo de minerais metálicos, cujo foco são as exportações, continua apresentando crescimento da produção e do consumo de energia. O crescimento em Minas Gerais (+2,4%) no Espírito Santo (+17%) deveu-se ao aumento da produção de minério de ferro. Já no Pará (+25%), o crescimento se deu em função da mineração de níquel e de cobre.

Em maio, o consumo industrial registrou queda em todas as regiões: Sudeste (-4,5%), Nordeste (-6,1%), Sul (-2,2%), Centro-Oeste (-7,0%) e Norte (-1,0%).

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