EDP divulga comportamento do mercado de energia do primeiro trimestre

Na Geração, o volume de energia vendida no 1T15 alcançou 2.260 GWh, aumento de 1,9% em relação aos 2.217 GWh no 1T14

Aneel e as tarifas

A EDP-Energias do Brasil divulgou os números referentes ao mercado de energia elétrica do primeiro trimestre de 2015 (1T15) dos segmentos de atuação da companhia e de suas controladas.

Mercado cativo

Energia vendida a clientes finais: incremento de 1,7% no 1T15 em  relação  ao 1T14, reflexo do crescimento  das  classes residencial, comercial e rural. Esse resultado deve-se à expansão de 105 mil clientes no 1T15 e ao efeito da temperatura elevada no 1T15 na área de concessão da EDP Escelsa.

Por outro lado, na área de concessão da EDP Bandeirante, o efeito da temperatura elevada no 1T14 afeta negativamente a base de comparação do 1T15.

Residencial e Comercial: o aumento de 1,1% e 3,7%, respectivamente, no 1T15 em relação ao 1T14.

EDP Bandeirante:

O consumo da classe residencial recuou 1,3% e o comercial aumentou 1,9% em relação ao 1T14.
Na classe residencial, o consumo foi atenuado pelo menor número de dias  médios  faturados no  1T15 (-1,9 dias) e  pelo  efeito  da temperatura média elevada  no  1T14 (2,00C  acima  do  1T15 no  município  de Guarulhos).

Na classe  comercial,  destaca-se a expansão do consumo de clientes do  segmento de serviços em Guarulhos,  principalmente a expansão do Aeroporto Internacional de São Paulo-Guarulhos.

EDP  Escelsa:

O consumo das classes residencial e comercial avançou 4,6% e 6,3%, respectivamente, devido ao efeito da temperatura média elevada no 1T15 (1,5oCacima do 1T14 na cidade de Vitória).
Na classe comercial, destaca-se a expansão do comércio varejista por meio da inauguração de centros comerciais.

Consumo por cliente

Industrial: redução de 4,8% no 1T15 em relação ao 1T14, em função da retração da produção industrial.

EDP  Bandeirante:

O  consumo  da  classe recuou 4,6%, devido  à contração da produção  industrial em São Paulo (redução  de 7,01%, no primeiro bimestre de 2015 em relação ao mesmo período do ano anterior, com destaque para a queda de -17,8% no setor de veículos automotores) e ao menor número de dias médios faturados no 1T15 (-1,9dias).

EDP Escelsa:

O consumo da classe apresentou redução de 5,2%, devido: menor número de dias médios de faturamento (-0,4  dia)  no  1T15; ao recuo de 5,5% no consumo do setor de minerais não metálicos, em função da expansão da autoprodução de um consumidor expressivo da base de clientes; e à redução de 33,8% no consumo do setor  químico, devido à redução da produção de um consumidor expressivo da base de  clientes. Excluindo o efeito desses dois clientes, o desempenho da classe no 1T15  seria estável em relação ao 1T14.

Esses dois setores representam 47% de  participação do consumo industrial.

Rural: crescimento de 30,0% no 1T15, em relação ao 1T14, destaque para o crescimento de 34,9% na EDP Escelsa, reflexo da combinação de dois fatores:

A base baixa no consumo no 1T14, devido às chuvas e enchentes em demasia no
Espírito Santo em dezembro de 2013 (esses eventos prejudicaram o calendário de faturamento do 1T14); estiagem no 1T15, que elevou o  consumo  de  energia  para  irrigação.  Na  EDP  Bandeirante, o  recuo  de  5,3%  deve-se  à  elevada  base  de  comparação  com o 1T14. Naquele trimestre, o crescimento atingiu 14,0% em relação ao 1T13 devido à temperatura média elevada no período.

Mercado livre

A energia em trânsito consolidada no sistema de distribuição (USD), destinada ao atendimento do consumo dos clientes livres, recuou 2,3% em função da desaceleração da produção industrial no Estado de São Paulo.

EDP  Bandeirante: redução de 6,9% em  função  da  diminuição  da  produção  industrial em São Paulo.

Adicionalmente, o desligamento de um cliente do segmento de borracha e plásticos (no 4 T14) e a retomada da autoprodução de um consumidor expressivo do segmento de papel e celulose também impactaram negativamente o resultado. A migração de três clientes do ACR para o ACL em 2014 não impactou significativamente o desempenho do consumo entre os trimestres.

EDP  Escelsa: aumento de 4,6% devido à recuperação do setor de extrativismo mineral.

O consumo do  segmento aumentou 25,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Destaca-se o impacto negativo da retomada da autoprodução de um cliente do setor de metalurgia e o desligamento de dois clientes.

A  migração de cinco clientes do ACR para o ACL (três  em 2014 e dois no 1T15) não impactou significativamente o desempenho entre os trimestres.

Geração

O volume  de  energia  vendida  no  1T15  alcançou  2.260 GWh, aumento de 1,9%  em relação aos
2.217 GWh  no 1T14. A estratégia de sazonalização  adotada  em 2015 é semelhante a de 2014, com maior alocação de energia assegurada no 1S15,  uma  vez que  a companhia vislumbrava um PLD mais baixo para o final do ano.

Considerando  o  volume  de  energia  vendida  por  disponibilidade  da  UTE  Pecém  I (664  GWh) 2 e da  UHE  Jari.

É  importante destacar que o GSF médio do 1T15 foi de 79,3%. Esse GSF corresponde a uma exposição de 464 GWh a um PLD médio de R$388,4 8/MWh (Submercado SE/CO) e de R$ 372,29/MWh (Submercado N), que foi parcialmente mitigado pela manutenção de hedge de lastro e de compras realizadas.

O volume de energia comercializada no 1T15 totalizou 2.514 GWh, redução de 27,3% em comparação aos 3.458 GWh comercializados no 1T14. A redução é reflexo da menor liquidez no período e, consequentemente, maior volume de contratos comercializados para o curto e longo prazo no ano de 2014, concentrados principalmente no 1T14, quando o PLD médio foi de R$ 674.63 /MWh(Submercado SE/CO). No primeiro trimestre de 2015, a comercializadora manteve a estratégia de adotar uma posição long, beneficiando-se do elevado PLD no período.

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