EDP tem lucro líquido acumulado de R$ 827 milhões no ano

Dívida líquida alcançou R$4.877,4 milhões em junho de 2015, aumento de R$2.345,9 milhões em relação a dezembro de 2014

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A EDP Energias do Brasil apresentou na noite desta quarta-feira (29) seus resultados financeiros e operacionais do segundo trimestre de 2015 e acumulado do ano.

A receita operacional líquida, excluindo a receita de construção subiu 43,1%.
No acumulado do ano, a receita operacional líquida cresceu 19,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.  O aumento do volume de energia vendida e do preço médio da geração contribuíram para o crescimento da receita consolidada, além do aumento das tarifas das distribuidoras.

O resultado  de  Participações  Societárias  atingiu- R$  71,5 milhões,  aumento  de  R$ 50,4  milhões, reflexo  do  resultado  da UTE Pecém I no mês de abril e 15 dias no mês de maio. O resultado também foi impactado pela contabilização do lucro líquido da UHE Santo  Antônio  do  Jari, de  R$ 0,9  milhão e  pelo  resultado  da  Ceja,  negativo  em  R$ 9,4 milhões (holding  da  Usina, que detém  a despesa financeira referente a debêntures de R$ 350 milhões.

O  lucro  líquido  consolidado  totalizou  R$ 744,0 milhões resultante  dos efeitos  acima  mencionados,  além do aumento do IR e Contribuição Social em R$ 110,5 milhões, explicado no parágrafo abaixo, e da redução da participação de minoritários em 65,8%. No  acumulado  do  ano,  o  lucro  líquido  consolidado  totalizou  R$ 827,6 milhões, 192,2% superior  ao  mesmo  período  do  ano anterior.

O Ebitda  atingiu  R$ 1.221,7 milhões,  aumento  de  R$791,6  milhões, decorrente  da  contabilização  da  aquisição dos 50% remanescentes  da  UTE  Pecém  I. Cabe  lembrar que  no  2T14,  também  houve  a  contabilização  da alienação de 50% das UHEs Santo Antônio do Jari e Cachoeira Caldeirão, no valor total de R$ 408,0 milhões. No consolidado do ano, o Ebida atingiu R$ 1.630,3 milhões, 94,9% superior ao mesmo período do ano anterior.

A dívida bruta consolidada totalizou R$6.512,4 milhões em 30 de junho de 2015, aumento de R$3.154,0 milhões em relação a 31 de dezembro de 2014. Esse aumento é reflexo, principalmente, da consolidação da dívida da UTE Pecem I no  montante de R$ 2.364,2 milhões e da 1ª emissão de Notas romissórias da Holding no 1T15 no montante de R$750 milhões. Em 30 de junho de 2015,  a  companhia  possuía  13,3%  de  dívida  em  moeda  estrangeira,  referente  ao  financiamento  da  UTE Pecem  I  com  o  Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Esse financiamento encontra- se protegido dos riscos de câmbio (USD) e taxa de juros 12 Libor por meio de instrumentos de derivativos. A dívida bruta consolidada desconsidera a dívida das UHEs Santo Antônio do Jari, Cachoeira Caldeirão e São Manoel.

A dívida líquida alcançou R$4.877,4 milhões em junho de 2015, aumento de R$2.345,9 milhões em relação a dezembro de 2014, considerando R$1.635,0 milhões de disponibilidades. O montante de disponibilidades do período já considera o desembolso de R$300  milhões  para  a  aquisição  dos  50%  remanescentes  da  UTE  Pecém  I  e  o  recebimento  de R$ 88 milhões  referentes  ao adiantamento de 50% do valor da venda da participação da Companhia na EDP Renováveis Brasil.

Mercado de energia

Energia  vendida  a  clientes  finais: redução  de  1,2%  no  2T15  em  relação  ao  2T14,  reflexo  da  queda  do  consumo  das  classes residencial e industrial, que foram influenciadas pela desaceleração da economia e pelo aumento das tarifas de energia elétrica.

Residencial e Comercial: redução 0,7% e aumento de 2,1%, respectivamente, no 2T15 em relação ao 2T14.

Industrial: redução de 7,9% no 2T15 em relação ao 2T14, em função da retração da produção industrial.

Rural: crescimento  de  9,0%  no  2T15,  devido  do  aumento  de  consumo  na  EDP  Escelsa  (+10,3%)  no  2T15,  que  foi  reflexo  da estiagem que atingiu o estado do Espírito Santo, e consequentemente elevou o consumo de energia para irrigação.

Energia em trânsito consolidada no sistema de distribuição (USD): destinada ao atendimento do consumo dos clientes livres, recuou 2,1% em função da desaceleração da produção industrial no Estado de São Paulo.

Mercado de capitais

Em 30 de junho de 2015, a ação da EDP Energias do Brasil (ENBR3)  encerrou  cotada a R$ 11,51 (com ajuste por proventos).  A ENBR3 apresentou valorização de 12,6% no trimestre e de 29,9% no acumulado do ano, com desempenho superior ao Ibovespa (3,8%) e IEE (10,0%) no 2T15. O valor de mercado da Companhia em 30 de junho de 2015 era de R$ 5,5 bilhões em comparação a R$ 4,9 bilhões em 31 de março de 2015. As ações da companhia foram negociadas em todos os pregões do 2T15, totalizando 91,2 milhões de ações negociadas no período, com uma média diária de 1,5 milhão de ações. O volume financeiro totalizou R$ 1.014,8 milhões no período, com volume médio diário de R$ 16,6 milhões.

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