ELETROBRAS: Plano de negócios 2018 -2022 estima investimentos de R$19,7 bilhões

Plano inclui a retomada das Obras da Usina Nuclear de Angra 3

Flickr Creative Commons

A Eletrobras divulgou hoje, através de Fato Relevante à Comissão de Valores Mobiliários – CVM um compilado de 14 páginas com o novo Plano Diretor de Negócios e Gestão (PDNG) para o período de 2018-2022, que prevê investimentos nos segmentos de geração, transmissão, distribuição e infraestrutura e outros que ultrapassam R$ 19,75 bilhões. As decisão foram aprovadas em reunião do Conselho na última sexta-feira (15).

De acordo com o comunicado, em investimentos corporativos, ou seja, previstos em negócios da própria Eletrobras, a estatal planeja aporte de R$ 14,239,077 bilhões. Com geração de energia R$ 5,146,677 bilhões; e com transmissão, R$ 7,299,910 bilhões. Para investimentos em Sociedades de Propósito Específico (SPEs), o plano projeta o valor de R$ 5,517,195 bilhões.

O Programa Eletrobras está calçado em cinco pilares e vem sendo implementado em todas as empresas Eletrobras a fim de cumprir com as normas internacionais de governança corporativa, leis e regulamentos, incluindo o U.S. Sarbanes-Oxley Act de 2002, o U.S. Foreign Corrupt Practices Act de 1977 (FCPA), a Lei Brasileira Anticorrupção (Lei n. 12.846/2013), as regras e orientações publicadas pela Securities and Exchange Commission (SEC), a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), entre outros, e está aderente às boas práticas de gestão da integridade corporativa e de governança corporativa. A Eletrobras espera concluir a implantação até o final de 2018.

Segundo seu código de ética, a Eletrobras não tolera corrupção ou quaisquer outras práticas comerciais ilegais por seus empregados, empreiteiras ou fornecedores, e, portanto, tem tomado uma série de iniciativas envolvendo suas atividades econômicas e seu sistema de governança corporativa.

Benefícios Estimados no PDNG 2018-2022
• Obter melhoria nas práticas de Sustentabilidade Empresarial na Eletrobras;
• Melhorar a imagem institucional da companhia, principalmente com investidores;
• As listagens em índices de sustentabilidade e de governança corporativa potencializa a reputação corporativa e aumenta a percepção de valor das partes interessadas, notadamente investidores.

O Ministério de Minas e Energia (“MME”) propôs ao Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República (“CPPI”), a desestatização da Eletrobras, através da denominada “democratização do capital”.

De acordo com a recomendação do MME, a democratização do capital da Eletrobras deverá ocorrer, principalmente, por meio de aumento de capital por subscrição pública de ações ordinárias, sem que o Governo Federal (direta ou indiretamente por meio de empresa por ele controlada) subscreva novas ações nesse processo, diluindo sua participação acionária.

A efetivação da operação em referência depende de autorizações governamentais, legislativas e regulatórias, assim como avaliação e confirmação do modelo a ser adotado e observância aos procedimentos específicos, previstos na legislação aplicável, incluindo as regras da Comissão de Valores Mobiliários, Securities and Exchange Commission (SEC), The New York Stock Exchange – NYSE, B3 – Brasil, Bolsa, Balcão e Latibex – Bolsa de Madri.

A depender da deliberação a ser tomada pela 169ª Assembleia Geral Extraordinária, a ser realizada em 28 de dezembro de 2017, a privatização das distribuidoras Companhia de Eletricidade do Acre – Eletroacre; Centrais Elétricas de Rondônia- Ceron; Amazonas Distribuidora de Energia– Amazonas Energia; Boa Vista Energia – Boa Energia; Companhia Energética de Alagoas – Ceal; e Companhia Energética do Piauí – Cepisa, poderá ocorrer até 31 de julho de 2018 ou as referidas distribuidoras poderão ser liquidadas.

Benefícios Estimados no PDNG 2018-2022

A saída da Companhia do segmento de distribuição, como controladora de distribuidoras, poderá contribuir para a melhora do Ebitda da Eletrobras e também evitará desembolso de recursos pela Eletrobras para financiar déficit de caixa e investimentos dessas distribuidoras, contribuindo para o atingimento da estratégia de redução do indicador dívida líquida/ebitda.

Iniciativa: Venda de Imóveis Administrativos

Disponibilidade de imóveis administrativos da Eletrobras, a partir da concentração de seus empregados em prédio da Fundação Eletrobras de Seguridade Social – Eletros, no Rio de Janeiro, vinculado ao Plano BD – Benefício Definido; e venda de imóveis não vinculados a atividade fim das Empresas Eletrobras.

Benefícios Estimados no PDNG 2018-2022

A saída da Companhia do segmento de distribuição, como controladora de distribuidoras, poderá contribuir para a melhora do Ebitda da Eletrobras e também evitará desembolso de recursos pela Eletrobras para financiar déficit de caixa e investimentos dessas distribuidoras, contribuindo para o atingimento da estratégia de redução do indicador dívida líquida/ebitda.

Iniciativa: Venda de Imóveis Administrativos

Disponibilidade de imóveis administrativos da Eletrobras, a partir da concentração deseus empregados em prédio da Fundação Eletrobras de Seguridade Social – Eletros, no Rio de Janeiro, vinculado ao Plano BD – Benefício Definido; e venda de imóveis não vinculados a atividade fim das Empresas Eletrobras.

Geração

Obter Obter incremento de Receita Anual de Geração – RAG relativos aos ativos de geração, cujas concessões foram prorrogadas a luz de, com a obtenção da GAG melhoria, de cerca de R$ 1.361,6 milhões/ano.

Melhoria da gestão das infrações lavradas pela Aneel – Agência Nacional de Energia Elétrica contra as empresas Eletrobras, englobando todo o processo desde a fiscalização da ANEEL à lavratura do Auto de Infração.

Transmissão

Melhoria da gestão das infrações lavradas pela Aneel – Agência Nacional de Energia Elétrica contra as empresas Eletrobras, englobando todo o processo desde a fiscalização da ANEEL à lavratura do Auto de Infração; acompanhar os desdobramentos da Audiência Pública nº 41/2017, no que tange à avaliação dos resultados relativos aos custos operacionais regulatórios e à metodologia a ser adotada para o cálculo do custo de capital, além de promover a articulação entre as transmissoras da Eletrobras na participação da metodologia que tratará do aprimoramento do Banco de Preços de Referência da transmissão.

Iniciativa: Plano de Retomada das Obras da Usina Nuclear de Angra 3

Viabilizar condições para reinício efetivo das obras de construção da UTE Angra 3; buscar tratativas junto a novos parceiros, visando a finalização da obra; promover estudos para readequação da tarifa, revisão de contratos e renegociação de financiamentos para viabilizar a retomada a obra.

Conclusão das obras da UTE de Angra 3 e incremento de receita para Eletronuclear..

Implantar os recursos de teleassistência nas instalações das empresas Eletrobras com o intuito de aumentar a eficiência operacional e confiabilidade, através da operação remota das instalações.

Iniciativa: Redução de Custos de Pessoal

Redução dos custos de pessoal, através do Plano de Incentivo ao Desligamento (PID),com estimativa de redução de R$ 890,4 milhões/ano, se houver desligamento em 2018 de cerca de 3.017 empregados. O custo estimado, para o desligamento desses empregados, é de cerca de R$ 965 milhões; redução das despesas com contas gerenciáveis de pessoal tais como: horas extras, adicional de sobreaviso e adicional de periculosidade; e contratação única de benefícios para as Empresas Eletrobras visando o ganho de escala e consequente redução de custos.

“O comunicado foi apresentado com o objetivo demonstrar aos senhores acionistas e mercado em geral, as estratégias e iniciativas que serão perseguidas pela Eletrobras, visando atingir as metas de seu PDNG 2018-2022. Entretanto, é importante destacar que este Fato Relevante contém certas estimativas. As estimativas não são declarações de fatos ocorridos no passado ou a serem realizados no futuro, mas refletem crenças e expectativas de nossa administração e podem constituir estimativas e projeções incertas sobre eventos futuros de acordo com a Comissão de Valores Mobiliários e a Securities and Exchange Commission, Seção 27A do Securities Act de 1933, conforme alterado, e Seção 21E do Securities and Exchange Act de 1934, conforme alterado”, fecha o comunicado à CVM assinado pelo diretor Financeiro e de Relações com Investidores, Armando Casado de Araujo

0 acharam esta informação útil

0 não acharam esta informação útil

Assuntos desta notícia