Energia elétrica foi a vilã no IPCA em julho, mostra IBGE

Em outras regiões, como Campo Grande, com 2,72%, e Belo Horizonte, com 2,04% e Brasília, com 2,03%, as contas também aumentaram

Energisa

De acordo com o IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho teve variação de 0,62% e ficou 0,17 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada em junho (0,79%). Considerando-se os meses de julho na série histórica, o IPCA deste ano foi o mais elevado desde 2004 (0,91%). Com isto, o IPCA acumulou em 6,83% no ano, bem acima dos 3,76% de igual período de 2014, registrando a taxa mais elevada para o período de janeiro a julho desde 2003 (6,85%). No acumulado dos últimos doze meses, o índice atingiu 9,56%, acima dos doze meses imediatamente anteriores (8,89%). Esse foi o mais elevado acumulado em 12 meses desde novembro de 2003 (11,02%). Em julho de 2014, o IPCA, havia sido 0,01%. Os números foram divulgados hoje.

Mais uma vez foram as contas de energia elétrica, 4,17% mais caras, que lideraram o ranking das principais contribuições individuais, detendo 0,16 p.p. A alta foi muito influenciada pelas regiões metropolitanas de Curitiba, onde aumentaram 11,40%, refletindo parte do reajuste de 14,39% no valor das tarifas, em vigência desde 24 de junho, e São Paulo, cujo aumento de 11,11% se deve ao reajuste de 17,00% aplicado sobre as tarifas de uma das empresas de abastecimento a partir do dia 04 de julho. Em outras regiões, como Campo Grande, com 2,72%, e Belo Horizonte, com 2,04% e Brasília, com 2,03%, as contas também aumentaram, mas em função dos impostos (PIS/COFINS).

Por outro lado, houve regiões em que os impostos tornaram as contas mais baratas de junho para julho. Em Vitória a queda chegou a 8,67%, seguida por Salvador, com -4,67%.

As contas de água e esgoto também subiram e ficaram, em média, 2,44% mais caras. A alta atingiu sete das treze regiões pesquisadas, conforme mostra a tabela a seguir, com destaque para Goiânia, com 19,56%.

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