Energia elétrica foi a grande vilã da inflação em outubro

FGV/IBRE - tarifa de eletricidade residencial sai da queda de 1,20% para a alta de 1,51%

Custos da energia

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA do mês de outubro ficou em 0,42%, 0,26 ponto percentual (p.p.) acima do resultado de setembro (0,16%). No ano, o índice acumula 2,21%, bem abaixo dos 5,78% registrados em igual período do ano passado, sendo o menor acumulado no ano registrado em um mês de outubro desde 1998 (1,44%). Considerando os últimos 12 meses o índice ficou em 2,70%, resultado superior aos 2,54% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2016, o IPCA havia revelou o IBGE nesta manhã.

Pelo lado das altas, o grupo Habitação, com variação de 1,33% e impacto de 0,21 p.p., dominou o IPCA do mês, sendo responsável por metade dele. Isso por conta da energia elétrica, em média 3,28% mais cara. A partir de 1º de outubro, entrou em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 2, representando uma cobrança adicional de R$ 3,50 a cada 100 Kwh consumidos. Em setembro, a bandeira tarifária vigente era a amarela, incidindo um adicional de R$ 2,00 a cada 100 Kwh consumidos.

Nas regiões pesquisadas, o item variou de -2,27%, em Vitória, até 18,77%, em Goiânia. Nesta, além do reajuste médio de 15,70% no valor das tarifas (a partir de 22 de outubro), houve aumento na alíquota do PIS/COFINS. Já em Vitória, a queda foi em função da redução da alíquota do imposto. Cabe também destacar os reajustes médios de 6,84% em Brasília (em vigor desde 22 de outubro) e de 22,59% em uma das empresas pesquisadas em São Paulo a partir de 23 de outubro.

IPC

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou taxa de variação de 0,03%, na primeira prévia de novembro. No mesmo período do mês anterior, a taxa foi de 0,17%. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Vestuário (1,18% para -0,35%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item roupas, cuja taxa passou de 1,56% para -0,30%.

Também apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos: Transportes (0,49% para 0,11%), Educação, Leitura e Recreação (0,07% para -0,59%), Alimentação (-0,14% para -0,28%) e Despesas Diversas (0,62% para    -0,01%). Nestas classes de despesa, destacam-se os itens: gasolina (1,75% para 0,51%), passagem aérea (-1,19% para  -12,92%), carnes bovinas (0,82% para -0,45%) e cigarros (0,97% para 0,17%), respectivamente.

Em contrapartida, apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: Habitação (-0,05% para 0,29%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,32% para 0,52%) e Comunicação (0,12% para 0,20%). Nestas classes de despesa, vale mencionar: tarifa de eletricidade residencial (-1,20% para 1,51%), artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,81% para 0,50%) e tarifa de telefone móvel (0,10% para 0,56%), respectivamente. O levantamento é da FGV/IBRE e foi apresentada nesta manhã.

 

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