Energisa fica com lucro líquido de R$158 milhões em 2016

Total para distribuidores em 2017 de investimentos: R$ 1.428,2 milhão

Arquivo: UI

A Energisa apresentou resultados na noite desta quinta-feira (23) do quarto trimestre (4T16) e de 2016 (12M16). O lucro líquido consolidado de R$ 35,2 milhões no 4T16, ante o lucro de R$ 158,4 milhões no 4T15. Em 2016, o lucro líquido consolidado atingiu R$ 195,8 milhões.

No 4T16, a receita operacional líquida consolidada, sem a receita de construção, totalizou R$ 2,8 bilhões, representando um aumento de 0,1% em relação ao 4T15. No acumulado em 2016, a receita operacional líquida, sem construção, foi de R$ 10, 38 bilhões, uma redução de 3,8%, quando comparada ao valor apurado em 2015.

O EBITDA Ajustado totalizou R$ 575,2 milhões no 4T16, aumento de 1,5% em relação aos R$ 566,5 milhões reportados no 4T15. Em 2016, o EBITDA Ajustado atingiu R$ 2,05 bilhões, aumento de 3,8% em relação aos R$ 1,9  bilhão registrados em 2015, desconsiderando a venda de ativos de geração (R$ 475,7 milhões).

Os equivalentes de caixa, aplicações financeiras e créditos setoriais atingiram R$ 2,7 bilhões em dezembro de 2016, contra os R$ 3,3 bilhões em setembro de 2016 e R$ 2,6 bilhões registrados em dezembro de 2015.

A dívida líquida totalizou R$ 6,02 bilhões em dezembro de 2016, 3,4% menor em relação a dezembro de 2015 (R$ 6,23 bilhões). A relação dívida líquida por EBITDA Ajustado (12 meses) ficou em 2,9 vezes, queda de 0,3 vezes em relação a dezembro de 2015 (3,2 vezes).

Os investimentos de R$ 399,0 milhões no 4T16, dos quais R$ 219,6 milhões se referem a ativos elétricos. Em 2016, os investimentos somaram R$ 1,64 bilhão (R$ 1,16 bilhão em ativos elétricos).

As distribuidoras da Energisa encerraram o 4T16 com um volume de vendas de 7.376,8 GWh, redução de 1,6% em relação ao 4T15, considerando o fornecimento não faturado. Em decorrência, em parte, das migrações de consumidores do mercado cativo, que bateram recorde em 2016, o mercado livre (TUSD) mostrou crescimento de 19,9% no consumo. Em contrapartida, o consumo no mercado cativo (6.154,9 GWh) registrou queda de 5,5% no trimestre, fortemente impactado pelas referidas migrações.

Classe residencial (35,8% do mercado total cativo + livre): retração de 0,5%, influenciada principalmente pelo consumo em outubro, quando essa classe apresentou a maior retração do ano. Entretanto, em novembro e dezembro, o consumo residencial mostrou recuperação e apresentou crescimento nos dois meses consecutivos.

Classe industrial (21,3% do mercado total cativo + livre): ainda refletindo o cenário econômico adverso, as indústrias apresentaram retração de 6,7% no consumo, dos quais 5,0% foram decorrentes das indústrias em áreas de concessão.

Classe comercial (20,1% do mercado total cativo + livre): queda de 3,8%, decorrente principalmente da redução no consumo nas distribuidoras do Centro-Oeste, que registraram temperaturas mais amenas, diminuindo o uso de aparelhos de climatização.

Classe rural (9,2% do mercado total cativo + livre): decréscimo de 1,4% devido, principalmente, à elevação da quantidade de chuvas no mês de dezembro, em especial na área de concessão da EMT (-10,8% de retração), de forma que reduziu o uso da irrigação de clientes rurais.

As perdas totais consolidadas do Grupo Energisa em 2016 somaram 4.149,8 GWh, representando 12,38% da energia requerida, queda de 0,15 ponto percentual em relação ao resultado setembro de 2016 e aumento de 0,41 ponto percentual em relação a 2015. No consolidado do Grupo as perdas totais fecharam o exercício dentro do limite das perdas regulatórias.

Mercado de capitais

Negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa), as ações de maior liquidez da Energisa, ENGI11 – Units, (compostas de 1 ação ordinária e 4 ações preferenciais) valorizaram-se 35,6% em 2016, e encerraram o ano cotadas a R$ 18,58 por Unit. As ações ordinárias (ENGI3) e as ações preferenciais (ENGI4) registraram variação de 32,7% e 30,5%, respectivamente. No mesmo período o principal índice da bolsa paulista, o Ibovespa, apresentou alta de 38,9%.

Oferta pública de Units

A Energisa concluiu, com sucesso, em 03 de agosto de 2016, a oferta pública de ações no valor de R$ 1.536,0 milhões. O preço foi fixado em R$ 18,50 por Unit, com base no resultado do procedimento de coleta de intenções de investimento (“Procedimento de Bookbuilding”), sendo cada Unit composta por 1 (uma) ação ordinária e 4 (quatro) ações preferenciais de emissão da Companhia negociada no pregão da BM&FBovespa sob o código ENGI11. Foram emitidas 83.025.000 Units, sendo 83.025.000 ações ordinárias e 332.100.000 ações preferenciais, elevando-se o capital social da Companhia para R$ 2.796,0 milhões. Com os recursos captados na oferta, a Companhia reduziu sua alavancagem e atraiu novos sócios, proporcionando relevante acréscimo na liquidez das Units negociadas em bolsa de valores que atualmente atinge aproximadamente 40,5% do capital total da Companhia. A emissão foi realizada no Brasil e no exterior

Projeções – 2017

 

Os valores foram estimados pela Administração das Companhias e englobam os ativos elétricos, não elétricos e as obrigações especiais, tendo como foco, principalmente: o atendimento de novas cargas e expansão das redes elétricas;  a manutenção e substituição de ativos das redes elétricas;  a melhoria da qualidade na prestação de serviços de distribuição; o combate ao furto de energia; o aperfeiçoamento de processos internos; e  o programa de universalização de energia elétrica, na parcela que prevê o uso de recursos próprios.

Energisa:

Energisa Minas Gerais (EMG) R$ 71,1; Energisa Nova Friburgo (ENF) R$7,6 ; Energisa Sergipe (ESE) R$103,0 ; Energisa Borborema (EBO) R$13,5; Energisa Paraíba (EPB) R$ 140,3; Energisa Mato Grosso (EMT) R$474,6; Energisa Mato Grosso do Sul (EMS) R$221,1; e Energisa Tocantins (ETO) R$219,4.

Empresas Sul-Sudeste (ESS) R$ 129,7;

Com  Caiuá (ECI) R$ 39,8; Vale Paranapanema (EDEVP) R$29,1; Nacional (CNEE) R$16,9; Bragantina (EEB) R$35,9; Força e Luz do Oeste (CFLO) R$8,0.

O total para essas distribuidoras soma R$1.380,2 milhão e para as demais subsidiárias R$47,9, finalizando o total de R$ 1.428,2 milhão.

O Grupo Energisa tem 112 anos de história e é o sexto maior grupo distribuidor de energia do país em consumo de energia, atendendo nesse segmento de atuação a aproximadamente 6,5 milhões de consumidores em nove estados brasileiros – o equivalente a 8,1% do total de consumidores do Brasil. Em suas atividades também incluem a prestação de serviços e o desenvolvimento de estudos de geração de energia.

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