Energisa fica com lucro líquido de R$205 milhões no semestre

Aumento foi de 111,8% e em relação ao registrado em igual período de 2016

Arquivo: UI

A Energisa apresentou nesta quarta-feira, depois do fechamento dos mercados, os resultados financeiros do segundo trimestre (2T17) e dos primeiros seis meses de 2017 (6M17).

Lucro Líquido

No 2T17, a Energisa apresentou um lucro líquido consolidado de R$ 75,0 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 27,2 milhões do 2T16. Esta melhoria é explicada, principalmente em função da redução de R$ 121,1 milhões no resultado financeiro e maior geração bruta de caixa (+ R$ 26,4 milhões no EBITDA).

No acumulado em 6M16, o lucro líquido consolidado totalizou R$ 205,9 milhões, o que representou um aumento de 111,8% e em relação ao registrado em igual período de 2016 em função do aumento de R$ 156,3 milhões no EBITDA

Receita operacional líquida

No 2T17, a receita operacional líquida consolidada, sem a receita de construção, totalizou R$ 2.699,4 milhões, o que representa aumento de 15,1% (ou R$ 354,2 milhões) em relação aos R$ 2.345,2 milhões registrados no 2T16.

Esse desempenho decorre, principalmente, do aumento de 2,6% nas vendas de energia no mercado cativo, livre e no fornecimento não faturado. No acumulado em 6M17, a receita operacional líquida, também deduzida das receitas de construção, atingiu R$ 5.473,4 milhões, ou seja, 11,0% maior (R$ 544,0 milhões) em relação a verificada em 6M16.

EBITDA

No 2T17, o EBITDA Ajustado atingiu R$ 471,2 milhões, 14,1% maior em relação ao apurado no 2T16 (R$ 412,8 milhões). O acréscimo de R$ 58,4 milhões no EBITDA Ajustado entre o 2T17 e o 2T16 decorre, principalmente, da melhoria de R$ 155,0 milhões (+19,3%) na Parcela B das distribuidoras, com destaques para as distribuidoras que passaram pelo 4CRTP em 2016: ETO (+ R$ 47,3 milhões), ESS (+R$ 35,2 milhões) e EMG (+R$ 16,2 milhões).

Resultado financeiro

No 2T17, o resultado financeiro líquido refletiu despesas financeiras líquidas de R$ 141,0 milhões, contra R$ 262,1 milhões de despesas financeiras líquidas no 2T16, redução de 46,2% (ou R$ 121,1 milhões). Em 6M17, o resultado financeiro representou despesas financeiras líquidas de R$ 293,0 milhões, ante R$ 287,0 milhões em 6M16, aumento de 2,1% (R$ 6,0 milhões).

O consumo de energia no mercado cativo e livre (7.312,8 GWh) do Grupo Energisa mostrou crescimento de 2,3% no segundo trimestre de 2017. Considerando o fornecimento não faturado, o consumo no 2T17 passa para 7.199,2 GWh, o que significa um aumento de 2,6% em relação ao mesmo trimestre de 2016.

Classe residencial (35,6% do mercado total cativo + livre): aumento de 3,7%, ou 92,7 GWh, dos quais 61,8 GWh são provenientes das distribuidoras do Centro-Oeste (EMT e EMS) e 28,8 GWh do Nordeste (EPB, ESE e EBO). O comportamento está influenciado pela variação de temperatura em relação ao mesmo período do ano anterior, especialmente nos meses de maio e junho.

Classe industrial (22,0% do mercado total cativo + livre): o consumo de energia nas indústrias apresentou redução de 1,2%, no trimestre. O melhor desempenho se observa na Energisa Sul-Sudeste, onde a indústria mostra aumento de 4,9% no consumo e na Energisa Borborema crescimento de 2,7%. Nas demais concessões, o consumo industrial continuou negativo: ESE (-8,8%, decorrente especialmente da redução no consumo de fabricantes de cimento, além da retração no consumo de clientes no segmento de óleo e gás); na ETO (-4,9%, em decorrência da retração das atividades nos ramos de minerais não metálicos e de produtos alimentícios); e na EMT e na EMS, o consumo industrial apresenta ligeira queda de 0,4%.

Classe comercial (20,0% do mercado total cativo + livre): crescimento de 2,3%, ou 32,7 GWh. Pelo segundo trimestre consecutivo, essa classe apresenta aumento de consumo. Destaque para o consumo dessa classe na área de concessão da EMT, com aumento de 5,4%, em função das temperaturas mais altas.

Classe rural (9,0% do mercado total cativo + livre): acréscimo de 5,0%, ou 31,0 GWh, devido, principalmente, à elevação das atividades de irrigação de clientes rurais e favorecidos pela safra 2016/2017.

Demais classes (13,4% do mercado total cativo + livre): aumento de 3,1%, ou 29,7 GWh, quando comparado ao 2T16, com acréscimos em todos os segmentos da classe. O consumo da classe iluminação pública, que representa aproximadamente 40% das demais classes, foi impulsionado pela recontagem de unidades de iluminação pública na EBO e EPB.

Em 6M17, o consumo de energia elétrica no mercado cativo e livre (14.685,2 GWh) do Grupo Energisa apresentou aumento de 2,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Considerando o fornecimento não faturado, o volume passa para 14.591,4 GWh, o que significa um aumento de 2,8%. Em decorrência, em parte, das migrações de consumidores do mercado cativo, o mercado livre (TUSD) apresentou com crescimento de 31,6% no consumo.

Já o consumo no mercado cativo (12.384,5 GWh) mostrou queda de 1,8% no primeiro semestre de 2017, impactado pelas referidas migrações.

Comercialização de energia

A Energisa S/A, através da sua empresa de comercialização de energia elétrica, Energisa Comercializadora (ECOM), realizou vendas para os seus 191 clientes (164 clientes em 6M16) nos primeiros seis meses de 2017 e 2016, ampliando o volume transacionado em 57% no trimestre.

Adicionalmente, às emissões acima, a Companhia realizou, após o encerramento do trimestre, captação de R$ 374,9 milhões em debêntures de infraestrutura, conforme mencionado no item 8.2 “Eventos Subsequentes”.
Entre as quitações relevantes do 6M17, vale mencionar o pré-pagamento dos empréstimos com a Eletrobrás, referentes aos recursos da Reserva Global de Reversão (“RGR”), cujo saldo devedor era de R$ 247,8 milhões, nas seguintes distribuidoras: EMT (R$ 219,7 milhões), EMS (R$ 24,7 milhões), ESE (R$ 1,9 milhão) e ESS (R$ 1,5 milhão).

Desempenho das ações

Negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (B3), as ações de maior liquidez da Energisa, ENGI11 – Units, (compostas de 1 ação ordinária e 4 ações preferenciais) valorizaram-se 30,1% em 6M17 e 42,8% nos últimos 12 meses, o que explica a redução de 64% no dividend yield.
Energisa finaliza captação de R$ 374,9 milhões em oferta pública de debêntures

Em 19 de julho de 2017, a Energisa concluiu a liquidação financeira da oferta pública de distribuição de 374.946 debêntures da sua 8ª emissão, considerando as debêntures adicionais e as debêntures suplementares, todas nominativas, escriturais, simples, não conversíveis em ações, da espécie quirografária, com garantia adicional real, em duas séries, perfazendo o montante de R$ 374,9 milhões

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