ENGIE fica com lucro líquido em R$491 milhões no segundo trimestre de 2017

Refletindo o crescimento de vendas, ações de mitigação de risco hidrológico e a redução de despesas financeiras

Foto: Fernando Willadino

A ENGIE Brasil Energia apresentou balanço financeiro nesta quinta-feira, como segundo trimestre de 2017 em destaque positivo lucro líquido, R$ 491,1 milhões, valor 49,4% maior do que o alcançado no mesmo período de 2016. O Ebitda chegou a R$ 855,5 milhões no período em análise, crescimento de 13,8%, ou seja, R$ 103,8 milhões, em comparação ao segundo trimestre do ano passado. A margem Ebitda foi de 50,9% no período em análise, aumento de 3 pontos percentuais em relação ao mesmo trimestre de 2016.

“Nosso foco é a ampliação da rentabilidade e da eficiência, incluindo a redução de custos operacionais e despesas gerais e administrativas”, afirma o CEO da ENGIE Brasil Energia, Eduardo Sattamini. Na comparação dos seis primeiros meses de 2017 com igual período de 2016, o lucro subiu 39,4%, encerrando o primeiro semestre de 2017 com R$ 941,8 milhões.

Mesmo com os fortes investimentos que a Empresa tem realizado na expansão do parque gerador, principalmente em energia renovável, os dividendos intercalares serão distribuídos integralmente aos acionistas, após ajustes. O Conselho de Administração aprovou a distribuição de R$ 938,9 milhões em dividendos, o equivalente a R$ 1,4384206188/ação) e de 100% do lucro líquido distribuível apurado no primeiro semestre de 2017.

“Esses resultados refletem o crescimento de vendas, as ações de mitigação de risco hidrológico e a redução de despesas financeiras e de custos em geral”, explica Sattamini. Entre os trimestres em análise, as despesas gerais e administrativas reduziram R$ 8,2 milhões (16,4%), devido principalmente a três fatores: 1 – renegociações de contratos e aluguéis e serviços de terceiros, 2 – readequação do quadro de empregados e da redução das despesas resultantes do Plano de Demissão Voluntária, e 3 – redução de despesas com contribuições, patrocínios, doações, entre outras.

Em linha com a meta de digitalizar seus serviços, a Companhia passou a operar remotamente a partir de sua sede em Florianópolis, a primeira unidade geradora da Usina Hidrelétrica Cana Brava (GO). O COG (Centro de Operação de Geração) já opera a distância outras três usinas: a hidrelétrica Ponte de Pedra (MT/MS) e as pequenas centrais hidrelétricas José Gelázio da Rocha e Rondonópolis, ambas em MT. Até dezembro mais duas estarão ligadas ao sistema: as hidrelétricas São Salvador (TO) e Passo Fundo (RS).

Expansão

Três importantes projetos estão em implantação pela ENGIE Brasil Energia. A Usina Fotovoltaica Assu V, em Assú (CE), de 30 MW de capacidade instalada está em ritmo avançado e deverá entrar em operação ainda em 2017. O Complexo Eólico Campo Largo, que na sua primeira fase tem 326,7 MW de capacidade instalada, também avança satisfatoriamente, tendo inclusive já iniciada a mobilização para as obras da Linha de Transmissão. Por fim, a Usina Termelétrica Pampa Sul (Miroel Wolowski), de 345 MW, está recebendo alguns de seus principais equipamentos, como a turbina e o gerador, que chegaram ao Rio Grande do Sul em julho.

Jirau

No mês de maio, a ENGIE Brasil Participações (controladora da Companhia) contratou o Banco Itaú BBA S.A. para elaborar a proposta de transferência de seus 40% da Usina Hidrelétrica Jirau para a ENGIE Brasil Energia. O processo será apresentado ao Conselho de Administração da Companhia em data oportuna.

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