Federal Reserve não eleva taxas de juros e Bovespa dispara

Mercados voltam para o positivo com a decisão do banco central dos EUA

Presidente do Fed - Janet Yellen

Conforme o comunicado apresentado em instantes em Washington, o Federal Reserve, que é o banco central dos Estados Unidos, decidiu não mexer com a taxa de juros e considerou esperar por mais “evidências de que está no caminho certo de seus objetivos, enquanto projeta uma elevação ainda provável no final do ano”.

O documento contempla o seguinte: “Os riscos de curto prazo para as perspectivas econômicas parecem mais ou menos equilibrados”, explicou o Comitê de Mercado Aberto (Fomc, sigla em inglês) do Fed. “O Comitê avalia que o caso de um aumento na taxa de fundos federais foi reforçado, mas decidiu, por enquanto, aguardar mais uma prova do progresso contínuo em direção aos seus objetivos.”

A decisão se estende com a economia dos Estados Unidos dando sinais de fortalecimento, em meio aos riscos do exterior e sinais inconsistentes de força econômica dos bancos centrais.

Dezembro será a última chance provável de o Fed elevar os juros em 2016, movimento que vai depender do comportamento da economia, inflação e os mercados em torno de uma eleição presidencial controversa.

O Fed disse que o mercado de trabalho precisa de mais reforço. “Embora a taxa de desemprego venha mudando pouco nos últimos meses, os ganhos de emprego estão mais sólidos e na média. As despesas das famílias estão se fortalecendo e crescendo fortemente, mas o investimento fixo das empresas vem se mantendo estável.”

As taxas dos fundos federais de referência em 0,25% e 0,5% são mantidas desde dezembro de 2015, que encerrou um ciclo de sete anos de taxas próximas de zero.

O Fed repetiu que “continua a acompanhar de perto os indicadores de inflação e os desenvolvimentos econômicos e financeiros globais.”

O Fomc reiterou também que os custos de empréstimos, provavelmente, deverão subir a um ritmo “único, gradual e uma inflação em 2% na meta de médio prazo”.

As apostas de o movimento de alta só deverão ocorrer no final do ano são justificadas pela reunião do Fomc na semana da eleição presidencial norte-americana

Três membros da comissão: Esther George, de Kansas City, Loretta Mester, de Cleveland, e Eric Rosengren, de Boston, votaram contra a decisão, preferindo aumentar a taxa de fundos federais para 0,50% a 0,75% nesta reunião. Os sete demais decisão pela manutenção.

Taxa de longo prazo

As autoridades do Fed também reduziram sua projeção de crescimento médio para 2016 em 1,8% a partir de 2%, refletindo a queda na previsão de longo prazo, com base em estimativas. A inflação está projetada em 1,3% no quarto trimestre, ante uma previsão de 1,4% em junho. Os membros do banco central novamente projetaram que a inflação irá atingir a meta de 2% em 2018.

Mercados

Logo depois do anúncio, já que a presidente do Fed, Janet Yellen fala em coletiva neste momento, os mercados acionários voltaram para o positivo.

A Bovespa segue em alta de 0,43% aos 57.982 pontos; Dow Jones sobre 0,35% aos 18.193 pontos; e o Nasdaq avança 0,53% aos 2.151 pontos.

O petróleo WTI na bolsa de Nova York opera em alta de 1,34% cotado aos US$45,39.

O dólar comercial negociado na BM&F estava em queda de 1,13% e cotado aos R$3,222 para a compra e R$3,224 para a venda.

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