Fusões e aquisições em energia registram queda de 30% no semestre, diz KPMG

Cenário atual do setor no Brasil ainda está rodeado de incertezas

Energia e os negócios

De acordo com uma pesquisa realizada pela KPMG, trimestralmente, com 43 áreas da economia brasileira, até agora o segmento concretizou 19 operações contra 27 fechadas nos seis meses iniciais de 2014.  Em comparação com primeiro semestre de 2014, o número de transações realizadas pelo setor de energia, no mesmo período desse ano, apresentou queda de aproximadamente 30%.

O levantamento indica, ainda, que das 19 transações de fusões e aquisições, realizadas de janeiro a junho deste ano cinco foram do tipo doméstica, cinco CB1, quatro CB5, três CB3 e duas do tipo CB4.

Seguindo a tendência de 2014, o total de fusões e aquisições realizadas pelo setor de óleo e gás continua recuando nesse primeiro semestre do ano. O segmento realizou até agora quatro transações contra 15 concretizadas no mesmo período de 2014. Esses números demonstram uma queda de 73% na quantidade de operações fechadas pelas empresas da indústria. Os dados constam em uma pesquisa realizada trimestralmente pela KPMG com 43 setores da economia brasileira.

Segundo o levantamento, as quatro transações realizadas, de janeiro a junho deste ano, pelo setor de óleo e gás foram do tipo CB4 (2), CB1(1) e CB5(1).

“O cenário atual do setor no Brasil ainda está rodeado de incertezas. Com isso  investidores estão receosos adiando aposta na indústria, principalmente, por conta da situação da principal companhia petrolífera do país. Além disso, tivemos alguns fatores externos como a queda do valor do barril de petróleo despencou desde meados do ano passado, redução na capacidade de armazenamento do produto e a diminuição da demanda pelo insumo na China e Rússia”, analisa o sócio da KPMG, Paulo Guilherme Coimbra.

O número de fusões e aquisições do setor de mineração continua desacelerando e registrou uma baixa este ano em relação aos primeiros seis meses do ano passado. A indústria contabilizou cinco operações em 2015 contra oito realizadas em igual período de 2014, o que representa um declínio de 37,5%. Os dados constam em uma pesquisa realizada, trimestralmente, pela KPMG com 43 setores da economia brasileira.

Ainda de acordo com o levantamento, das cinco negociações concretizadas de janeiro a junho desse ano, duas foram do tipo CB5, enquanto CB1, CB2 e CB4 realizaram uma transação, cada.

“São inúmeros os fatores que estão comprometendo o potencial brasileiro do setor e um deles diz respeito à aprovação do novo Código de Mineração. O que vemos é que os investidores estão cautelosos com relação à indefinição da lei. Ninguém entra no jogo onde a regra pode mudar a qualquer momento. A falta de clareza gera imprevisibilidade nos negócios, aumenta a dificuldade de se estimar a arrecadação com os royalties e de planejar gastos. Além disso, o nível de crescimento industrial global está desaquecido, a expectativa de desenvolvimento da China, principal compradora de minério de ferro brasileiro e segunda maior economia do mundo, está menor do que esperado”, concluiu Coimbra.

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