Garantia de energia com retomada de obras da UHE Baixo Iguaçu

Com Salto Osório e demais de região a potência instalada será de 6.674 megawatts

UHE em área indígena

O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) emitiu licença para a retomada das obras da usina Baixo Iguaçu que estavam interrompidas há um ano. Nesta quinta-feira, o governador Beto Richa entregou a licença para a Copel e a Neoenergia, responsáveis pelo empreendimento, vão discutir com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) a anuência para o retorno das obras o mais breve possível.

“É uma obra fundamental para a região, com geração de milhares de empregos e de receita para os municípios”, afirmou o governador. “Também é uma contribuição significativa para o sistema elétrico nacional, que tem acionado usinas térmicas por falta de capacidade hidrelétrica”.

Richa fez a entrega do documento no canteiro da usina, que está sendo construída entre Capitão Leônidas Marques e Capanema, região Sudoeste do Estado. O investimento é de mais de R$ 1,6 bilhão. A usina terá potência de 350 megawatts, suficiente para atender ao consumo de 1 milhão de pessoas.

A estimativa é de que no pico das obras serão mais de 3 mil trabalhadores no canteiro. O ISS gerado durante a construção poderá atingir os R$ 12 milhões para Capanema e R$ 5 milhões para Capitão Leônidas Marques. Além disso, com o início da produção de energia, em 2017, a usina vai pagar compensação financeira pelo uso dos recursos hídricos. A previsão é de sejam pagos R$ 7 milhões por ano para outros municípios do Sudoeste, já que o reservatório também abrangerá áreas de Realeza, Nova Prata do Iguaçu e Planalto,

Obras da UHE Baixo Iguaçu

A construção da usina começou em julho de 2013 e parou há um ano. A nova usina ficará cerca de 30 quilômetros à jusante (rio abaixo) da Usina Governador José Richa (Salto Caxias) e terá três unidades. A casa de força será do tipo abrigada e ficará no município de Capanema, na margem esquerda do rio.

Um conjunto composto por subestação e linha de transmissão também será construído para conectar a usina ao Sistema Interligado Nacional (SIN). A linha terá 60 quilômetros de extensão e ligará Baixo Iguaçu à subestação Cascavel-Oeste (também da Copel) em 230 mil volts.

No Iguaçu, já são operadas cinco hidrelétricas de grande porte: Foz do Areia, Segredo, Salto Caxias – todas de propriedade da Copel – mais Salto Osório e Salto Santiago, estas pertencentes à Tractebel. Juntas, elas totalizam 6.674 megawatts de potência instalada.

Detalhes do empreendimento

A UHE Baixo Iguaçu será o último empreendimento energético previsto para o Iguaçu, principal rio paranaense.

Uma barragem será erguida no leito do rio Iguaçu para permitir a formação do reservatório, que terá apenas 31,63 km² de superfície – considerado bastante pequeno em comparação com outras hidrelétricas do mesmo porte. Se descontar a calha do rio, a área efetivamente alagada (e a ser indenizada) é de 13,5 km².

O lago será operado “a fio d’água”, o que significa dizer que não terá a função de acumular grande volume hídrico para regularizar a vazão do rio, e com isso, consequentemente minimizará eventuais impactos ambientais.

A barragem será de terra e enrocamento com núcleo de argila e terá 516 metros de extensão e 15 metros de altura visível.

0 acharam esta informação útil

0 não acharam esta informação útil

Assuntos desta notícia