Ibovespa dispara e IEE acompanha em 1,4%

O volume de negócios ficou em R$8,7 bilhões

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A bolsa de valores de São Paulo manteve a alta na semana de 2,30%. Apesar do cenário político fragilizado, os investidores descolaram e partiram para o risco. As ações de peso ao logo dos últimos pregões ficaram para a Petrobras, bancos, siderúrgicas, elétricas e também para os papéis da JBS.

As principais commodities, como minério de ferro e petróleo, tiveram uma semana de preços negativos. O preço do WTI recuou mais de 5% nesta quinta-feira e o minério de ferro negociado na China marcou queda hoje em mais de 3%.

Ao final da jornada de hoje, o Ibovespa ficou em alta de 1,36% aos 64.085 pontos. O volume de negócios ficou em R$8,7 bilhões. O IEE, índice de energia elétrica, disparou em 1,41%.

As ações com ganhos
Natura ON, alta de 3,69%; RaiaDrogasil ON, alta de 4,89%; Eletrobras ON, alta de 3,65%; Brasil ON, alta de 4,15%; e Pão de Açúcar PN, alta de 3,19%.

As ações com perdas
JBS ON, queda de 6,09%; Klabin UNT, queda de 2,01%; Equatorial ON, queda de 1,06%; Embraer ON, queda de 1,67%; e FibriaON, queda de 1,16%.

A Vale ON ficou em alta de 0,58% e a PN, queda de 0,57%.
A Petrobras ON ficou em alta de 0,62% e a PN, queda de 0,44%.

Análise Alvaro Bandeira

A semana foi bem movimentada pelo lado político, enquanto os números da economia deram certo conforto aos mercados. “O que nós acompanhamos no cenário político foi muita confusão, considerando também as manifestações violentas em Brasília e no Rio de Janeiro. Podemos destacar dois pontos importantes. O primeiro diz respeito a postura do ministro, Henrique Meirelles [Fazenda], que fez questão de reafirmar a política de investimentos, programa de infraestrutura e as reformas. Já de outro lado, o que considero de muito eficiente, foram as decisões do Banco Central e do Tesouro na suspensão de leilões e mantendo os mercados calmos. Atuaram de forma eficaz e mostrando que as instituições estão agindo como os demais bancos ao redor do mundo, principalmente como Federal Reserve, com decisões próprias”, avaliou Bandeira.

Para o desempenho dos mercados, o analista-chefe da ModalMais disse que foi um momento interessante. “A bolsa subiu, o dólar e os juros caíram foi ‘uma brisa de otimismo’ soprada pelo BC, Tesouro e os dados econômicos contidos no Boletim Focus. Porém, para essa semana o Focus poderá não trazer tanto otimismo como da última edição”, explicou.

Sobre as votações no Congresso Nacional, como as reformas da Previdência e Trabalhista, Bandeira acredita que a oposição vai trancar a pauta. “Sabemos que a oposição está forte e que o desfecho para o destino político de Michel Temer será rápido, já que o dia 06 está próximo e é muito provável a impugnação da chapa Dilma-Temer. Mas não dá para afirmar.”

Para finalizar, o cenário externo foi mais tranquilo para os mercados. “Donald Trump não gerou polêmica, os membros regionais do Fed sinalizaram para as taxas de juros para cima, considerando também o balanço do banco central. O PIB veio bem, os demais indicadores ficaram em linha, como os PMIs. A bolsa americana fechou em recordes, mesmo com os preços do petróleo assustando um pouco. E na Europa, os índices ficaram em alta e as principais economias fortalecidas, como Alemanha, Espanha e França. Com tudo isso, a semana promete ser muita volatilidade na mercado interno e muitas discussões no lado político”, finalizou o analista-chefe e sócio da ModalMais, Alvaro Bandeira.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica, que passou a vigorar de 02 de maio a 01 de setembro no Ibovespa, mostra os cinco ativos com maior peso no índice: Itauunibanco PN (11,453%), Bradesco PN (8,244%), Ambev S/A ON (7,299%), Petrobras PN (5,331%) e Vale PNA (4,727%).

Commodities

O petróleo WTI com contratos para junho negociados nos Estados Unidos ficou em alta de 1,56% aos US$49,76.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em queda de 3,87% a US$57,91 a tonelada seca e com 62% de pureza.

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