Ibovespa fecha acima dos 87 mil pontos e IEE dispara em 1,2%

O volume financeiro ficou em R$12,81 bilhões

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O índice Bovespa fecha a semana em alta de 3,28%, com a sucessão de recordes nominais e com os investidores estrangeiros mantendo o apetite pelos ativos brasileiros. Entretanto, nesta sexta-feira, o Ibovespa ensaiou um recuo logo depois da decisão da agência de classificação de risco, Fitch Ratings, em rebaixar a nota de crédito do Brasil e sinalizar a cautela para um “default”.

Mas o equilíbrio voltou em seguida e o Ibovespa fechou em alta de 0,70% aos 87.293 pontos. O volume financeiro ficou em R$12,81 bilhões. O IEE, que é o índice de energia elétrica, disparou a 1,28%.

Os preços do petróleo, os índices de energia e de metais estão em território positivo nas negociações nos mercados internacionais.

As ações com ganhos
Magaz. Luiza ON, alta de 6,84%; Eletrobras PNB, alta de 4,58%; Eletrobras ON, alta de 4,23%; Energias BR ON, alta de 3,90%; e WEG ON, alta de 3,74%.

As ações com perdas
BRF ON, queda de 8,33%; Cosan ON, queda de 2,34%; CCR ON, queda de 6,19%; AMBEV ON, queda de 2,01%; e Kroton ON, queda de 1,78%.

A Petrobras ON ficou em alta de 2,58% e a PN, alta de 1,83%.

A Vale ON ficou em alta de 0,90%.

Análise Alvaro Bandeira

A semana foi marcada por <a href=”https://www.ultimoinstante.com.br/ultimas-noticias/noticias-destaque/indicadores-veja-um-resumo-das-agendas-economicas-desta-sexta-feira-3/223001/”>indicadores</a> de peso, em especial nesta sexta-feira, e também com muita movimentação política em Brasília com o governo desistindo de dar prosseguimento na reforma da Previdência. “O que nós acompanhamos essa semana foi o governo deixando de lado a reforma da Previdência, mas requentando outras medidas que estavam guardadas. Foi bom? Sim, mas as agências de classificação de risco, que estavam atentas e recomendando a aprovação do texto da reforma, se posicionaram e hoje a Fitch rebaixou a nota de crédito do País. Outras também já estão mandando recados. Porém, os números da nossa economia, principalmente os que foram apresentados hoje, mostram recuperação e despertam o apetite do investidor estrangeiro”, destacou o analista.

Sobre o desempenho do mercado financeiro com a <a href=”https://www.ultimoinstante.com.br/ultimas-noticias/noticias-destaque/fitch-ratings-baixa-nota-do-brasil-para-bb-em-perspectiva-estavel/223048/”>nota de crédito</a> da Fitch Ratings, ‘BB-’, até pesou por alguns momentos no índice Bovespa, mas acabou voltando para o positivo. “É como venho afirmando nos últimos meses. O índice deve manter a volatilidade, mas com tendência de alta e chegar aos 91 mil pontos, já que estamos perto do processo eleitoral. Novamente: existe a recuperação da economia global, com bancos centrais sinalizando mudanças nas políticas monetárias, indicadores fortalecidos na Ásia Europa e Estados Unidos. Estamos com uma prévia de PIB interessante, tem muito capital estrangeiro entrando e as empresas elevando a produtividade”, considerou.

Mas diante desse cenário, Bandeira destaca também o comportamento das demais agências de risco. “A S&P e a Moody’s já mandaram recados sobre as medidas necessárias para fortalecer ainda mais a economia do Brasil. Isso merece atenção, mas resta ver quais medidas o governo pretende adotar para seguir atraindo os investimentos”, completou o analista-chefe e sócio da ModalMais, Alvaro Bandeira.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica do Índice Bovespa em vigor de 02 de janeiro a 04 de maio de 2018. Os cinco ativos que apresentam o maior peso na composição do índice são: Itauunibanco PN (10,510%), Vale ON (9,993%), Bradesco PN (7,830%), Ambev S/A ON (6,875%) e Petrobras PN (5,240%).

Commodities

O petróleo referência, Brent, ficou em alta na bolsa de Futuros de Londres a 1,55% a US$67,00 o barril.

O petróleo WTI ficou em alta de 1,23%, cotado a US$ 63,54 o barril na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, ficou em queda de 0,29% a US$78,20 a tonelada seca e com 62% de pureza.

A celulose fibra longa negociada fechou US$1.068,96, alta de 0,12%, a tonelada na sessão anterior. A celulose fibra curta fechou em US$1.008,38 a tonelada e em alta de 0,50%.

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