Ibovespa fecha em alta e IEE pega carona em 0,08%

Volume financeiro ficou na média , R$7,7 bilhões

Arquivo: UI

A cautela global, com o acirramento da tensão entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte, pesou nos mercados acionários da Ásia e Europa, porém, na B3 e na bolsa de Nova York, os investidores ficaram de lado e seguiram com as negociações. O comportamento ajudou o índice Bovespa a fechar a semana em alta de 0,69%.

Nesta sexta-feira, o Ibovespa manteve a alta de 0,55% para ficar aos 67.358 pontos. O volume financeiro ficou acima da média em R$7,7 bilhões. O IEE reagiu e ficou em alta 0,08%.

O preço do petróleo também ganhou força no bolsa Mercantil de Futuros. Já o minério de ferro também recuou forte nas negociações no porto de Gingdao, China.

Ainda pesaram no humor do mercado acionário doméstico os resultados financeiros apresentados por dezenas de empresas na noite desta quinta-feira (10) e madrugada de hoje. O volume, um dos maiores da temporada em um único dia, destacou o resultado da Petrobras e a influência está na desvalorização do papel.

As ações da Vale ficaram para baixo com a companhia alertando para o último dia para que os acionistas decidissem pela adesão da conversão voluntária.

As ações com ganhos
Kroton ON, alta de 5,33%; JBS ON, alta de 5,66%; BRF ON, alta de 5,26%; Copel PNB, alta de 4,95%; e Suzano Papel PNA, alta de 3,76%.

As ações com perdas
Bradespar PN, queda de 1,29%; Gerdau PN, queda de 1,48%; e CCR ON, queda de 1,20%.

A Vale PNA ficou em queda de 2,22% e a PN, queda de 1,44%.

A Petrobras ON queda de 0,81% e a PN, queda de 1,82%.

Análise de Alvaro Bandeira

A semana foi marcada pela fraqueza das agendas econômicas, que contribuíram para o melhor desempenho do mercado financeiro. A bolsa ficou com bom desempenho e o dólar ficou em queda. Porém, na terça-feira (08), o cenário mudou com os primeiros sinais do conflito entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte. “Essas diferenças elevaram a aversão do risco e acabou mexendo com a bolsa de São Paulo, mas hoje o índice acabou descolando e ganhando força. Do lado interno, o foco ficou para o presidente Temer e os desafios que estão pela frente. Com o centrão, reoneração da folha de pagamento, Refis, reformas Política e da Previdência e, o mais complicado, a mudança na meta fiscal. Diante desse cenário, segue o temor para as classificações das agências de riscos, que já estão no radar”, disse Bandeira.

Sobre os indicadores, o analista destaca a importância do IPCA. “Os resultados estão mostrando que a economia está reagindo e poderá evoluir ainda mais até o final deste ano. Lá fora, os indicadores estão mistos, como a inflação dos Estados Unidos e o PPI abaixo das estimativas mostrados hoje, e sugerem uma atuação mais para frente do Federal Reserve”, explica.

Para os próximos dias, a cautela deverá permanecer com a Coreia do Norte e os Estados Unidos e também com a meta fiscal do Brasil. “Na segunda-feira, pelo menos como está previsto, o governo deverá anunciar o resultado da meta fiscais, o que poderá dar rumo ao mercado doméstico. De outro lado, nos demais, tudo vai ficar em cima de indicadores e as diferenças entre os norte-americanos e os norte-coreanos”, finalizou o analista-chefe e sócio do ModalMais, Alvaro Bandeira.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica, que passou a vigorar de 02 de maio a 01 de setembro no Ibovespa, mostra os cinco ativos com maior peso no índice: Itauunibanco PN (11,453%), Bradesco PN (8,244%), Ambev S/A ON (7,299%), Petrobras PN (5,331%) e Vale PNA (4,727%).

Commodities

O petróleo WTI, para entrega em setembro, ficou em queda de 0,41%, cotado a US$ 48,79 o barril na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em queda de 1,94% aos US$75,19 a tonelada seca e com 62% de pureza.

0 acharam esta informação útil

0 não acharam esta informação útil

Assuntos desta notícia