Ibovespa fecha janeiro com valorização de 11,1% e IEE sobe na sessão

O volume financeiro ficou em R$12,6 bilhões

Arquivo: UI

Janeiro foi marcado por recordes nominais sucessivos do índice Bovespa, que encerra o mês em alta de 11,13%. Os grandes destaques foram as estatais, bancos, siderúrgicas e metalúrgicas, os chamados papéis de primeira linha. Além disso, os ADRs também se valorizaram no mercado norte-americano.

Nesta quarta-feira, sob a influência do bom humor externo, os investidores aguardaram a declaração do Comitê de Mercado Aberto – Fomc, do Federal Reserve, sobre as taxas de juros. Em comunicado enxuto apresentado pouco antes do fechamento do pregão, os membros do Fomc mantiveram as taxas de juros inalteradas.

Fora os Estados Unidos, os preços das commodities também ficaram no radar, com destaque para os preços do petróleo, que voltaram para o positivo com a divulgação dos estoques dos Estados Unidos.

Nesta quarta-feira, ao final, o Ibovespa ficou em alta de 0,51% aos 84.912 pontos. O volume financeiro ficou em R$12,6 bilhões. O IEE ficou em alta de 0,13%.

“No mês de janeiro, mesmo com o downgrade, o mercado de ações manteve os recordes e o fluxo estrangeiro foi positivo. O que o mercado considerou foi a clareza no cenário político com a condenação do ex-presidente, Lula. Já no cenário externo, com o rali de Wall Street, a inflação segue comedida e o Fed não mexeu com as taxas de juros. Esse cenário vai ajudar a sustentar o fluxo de capital estrangeiro para o Brasil”, considerou o analista de investimentos da Corretora Magliano, Carlos Soares.

Sobre o movimento de hoje, Soares destacou a reunião do Federal Reserve. “Foi a última reunião de Janet Yellen, sem coletiva de imprensa e apenas com o comunicado mais enxuto. Com os sinais de cansaço dos recordes sucessivos no mês de janeiro, os investidores aproveitaram para ajustar carteiras e ainda mais tranquilos com a habeas corpus de Lula negado pelo STF. Entram no radar a reforma da Previdência e os balanços corporativos”, concluiu o analista.

As ações com ganhos
Estacio Part. ON, alta de 3,98%; Rumo ON, alta de 4,93%; Estácio Parti. ON, alta de 3,98%; Localiza ON, alta de 3,95%; TIM Part. ON, alta de de 2,58%; e Brasil ON, alta de 2,27%.

As ações com perdas
BRF ON, queda de 3,15%; Fibria ON, queda de 2,82%; Qualicorp ON, queda de 2,52%; Gerdau PN, queda de e 2,17%; e Braskem PNA, queda de 2,14%.

A Petrobras ON ficou em alta de 0,57% e a PN, alta de 1,08%.

A Vale ON ficou em queda de 0,05%

O Itau Unibanco PN ficou em alta de 1,50%.

O BB ON ficou em alta de 2,27%.

O Bradesco PN subiu 0,87%.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica do Índice Bovespa em vigor de 02 de janeiro a 04 de maio de 2018. Os cinco ativos que apresentam o maior peso na composição do índice são: Itauunibanco PN (10,510%), Vale ON (9,993%), Bradesco PN (7,830%), Ambev S/A ON (6,875%) e Petrobras PN (5,240%).

Commodities

O petróleo referência, Brent, ficou em alta na bolsa de Futuros de Londres a 0,28% a US$67,67 o barril.

O petróleo WTI segue em alta de 0,42%, cotado a US$ 64,77 o barril na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, ficou em queda de 1,83% a US$72,97 a tonelada seca e com 62% de pureza.

A celulose fibra longa negociada fechou US$1033,42, alta de 0,33%, a tonelada na sessão anterior. A celulose fibra curta fechou em US$1000,00 a tonelada.

0 acharam esta informação útil

0 não acharam esta informação útil

Assuntos desta notícia