Ibovespa fecha o ano em alta de 26,8% e o IEE fecha o dia em 1,2%

Elétricas tiveram grandes desempenhos ao longo do segundo semestre

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Mesmo como os reveses que a bolsa de valores de São Paulo sofreu ao longo de 2017, o fechamento do ano ficou positivo em 26,85%. Ao longo do mês de dezembro, com a realização de IPOs importantes, o Ibovespa ficou com valorização em 6,15% e na semana, mais curta com o feriado do Natal e com o fechamento de hoje, o ganho foi de 1,61%.

Os destaques foram as mineradoras, siderúrgicas, papeleiras, bancos e educacionais. As elétricas também surpreenderam como Eletrobras, CPFL Energia, Energias do Brasil, Engie, Copel e Cemig. Os bons resultados, em grande parte, foram conquistados com os resultados de leilões de geração, transmissão e também com o anúncio de privatização de parte da Eletrobras.

Ao final do último pregão de 2017, o Ibovespa ficou em alta de 0,43% aos 76.402 pontos. O volume financeiro ficou em R$7 bilhões. O IEE ficou em alta de 1,25%.

As ações com ganhos
Eletrobras ON, alta de 5,22%; Qualicorp ON, alta de 4,91%; Eletrobras PNB, alta de 4,61%; Energias BR ON, alta de 3,78%; e Rumo ON, alta de 2,77%.

As ações com perdas
Estacio Part. ON, queda de 3,13%; Braskem PNA, queda de 1,90%; Embraer ON, queda de 1,48%; Localiza ON, alta de 1,21%; e Hipermarcas ON, alta de 1,91%.

A Petrobras ON ficou em alta de 0,89% e a PN, alta de 0,31%.

A Vale ficou em alta de 1%.

Análise Alvaro Bandeira

O segundo semestre de 2017 sinalizou para o fortalecimento da economia, embora sem as reformas relevantes para o País. “Em termos de economia, o resultado para este segundo semestre foi bem melhor do que o primeiro e no comparativo com o mesmo período do ano passado. Tivemos a inflação surpreendendo para baixo, juros caindo, vendas do comércio subindo, liberação de PIS/Pasep, que acabou garantindo um pouco mais de recurso para a população, e outros fatores que contribuíram para o evolução econômica”, explicou.

Mas nem tudo foi muito bom para o Brasil nos últimos seis meses. “Do lado ruim podemos apontar para o déficit fiscal, que é muito grave para um emergente como o Brasil, sendo que 74% do PIB nacional é dívida bruta. Então, podemos entender que as reformas estruturantes são as únicas medidas para que esse déficit seja resolvido no curto prazo. Não tem como não ter uma reforma consistente”, avaliou Bandeira.

Para os mercados, mesmo com o céu e o inferno da bolsa de valores de São Paulo, no segundo semestre, ou seja, até o dia 26, o volume na B3 de investidores somavam R$12,6 bilhões. Os investimentos somaram R$81 bilhões no País. “O que nós acompanhamos foram as empresas voltando para a B3, com vários IPOs e outros já projetados para 2018, o que foi bem melhor do que o primeiro semestre. Já podemos destacar uma elevação do PIB em 1 p.p e arriscando 3,5% para o ano que vem. Mas, lembrando, se houver mudança com reformas. As agências de classificação de risco estão atentas para o Brasil e, o mais sério, estamos entrando em ano eleitoral”, destacou.

Para o comportamento da bolsa nesta quinta-feira, segundo Bandeira, a volatilidade era esperada. “Hoje foi o cumprimento de tabela, o índice rompeu os 76 mil pontos, houve uma recuperação, embora com baixa liquidez ao longo da semana e hoje perto da média. Resta esperar 2018”, finalizou o analista-chefe e sócio da ModalMais, Alvaro Bandeira.

Carteira Teórica

A B3 divulga a terceira prévia do Índice Bovespa que vai vigorar de 02 de janeiro de 2018 a 04 de maio de 2018, com base no fechamento do pregão de 27 de dezembro de 2017. A prévia do Ibovespa registra a entrada de FLRY3 (FLEURY ON), IGTA3 (IGUATEMI ON), MGLU3 (MAGAZ LUIZA ON), SAPR11 (SANEPAR UNT), VVAR11 (VIAVAREJO UNT), totalizando 64 ativos de 61 empresas.

Os cinco ativos que apresentaram o maior peso na composição do índice foram: Itauunibanco PN (10,492%), Vale ON (9,946%), Bradesco PN (7,755%), AMBEV S/A ON (6,875%) e PETROBRAS PN (5,251%).

Para efeitos de comparação, os ativos que apresentaram o maior peso na composição da carteira anterior do índice válida de 04 de setembro de 2017 a 28 de dezembro de 2017 foram: Itauunibanco PN (10,846%), Vale ON (9,040%), Bradesco PN (8,485%), Ambev S/A ON (7,039%), e Petrobras PN (4,883%).

Commodities

O petróleo referência, Brent, ficou em alta na bolsa de Futuros de Londres em 0,17% a US$66,50 o barril.

O petróleo WTI segue em alta de 0,42%, cotado a US$ 59,89 o barril na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, ficou estável a US$72,62 a tonelada seca e com 62% de pureza.

A celulose fibra longa negociada fechou US$999,63, alta de 0,02%, a tonelada na sessão anterior. A celulose fibra curta fechou em US$979,31 e alta de 0,22%, a tonelada.

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