Ibovespa fecha o mês em alta de 4,8% e IEE sobe no dia 1,2%

Volume financeiro ficou em R$8,9 bilhões

Ibovespa

O Ibovespa está encerrado o terceiro trimestre em alta de 18,1%. No mês de setembro, o principal índice da bolsa de valores de São Paulo ficou com ganho de 4,8% e acumula alta em 2017 de 23,3%. Porém, na semana, o índice recuou 1,45%.

Para esta sexta-feira, depois de sucessivos pregões no vermelho, o Ibovespa fechou em alta de 0,99% aos 74.293 pontos, na carona com os demais e sob a influência de indicadores econômicos do Brasil. O volume financeiro ficou em R$8,9 bilhões, uma constante no mês superando a média diária de R$7,5 bilhões. O IEE ficou em alta de 1,20%. Os preços das commodities ficaram sem direção, com destaque para o petróleo de referência, Brent, queda de 4,39%.

As ações com ganhos
Sid. Nacional ON, alta de 5,84%; Kroton ON, alta de 4,97%; Smiles ON, alta de 4,60%; Qualicorp ON, alta de 3,38%; Rumo ON, alta de 3,33%; e JBS ON, alta de 3,03%.

As ações com perdas
Suzano Papel PNA, queda de 2,45%; Fibria ON, queda de 0,70%; Embraer ON, queda de 0,72%; Cemig PN, queda de 0,87%; e TIM Participações ON, queda de 1,20%.

A Petrobras ON recuou 0,63% e a PN, queda de 0,26%.

A Vale ON ficou em alta de 0,38% e a PN, alta de 0,96%.

A Eletrobras PNB estava em queda de 1,59%.

Análise de Alvaro Bandeira

Com certeza o mês de setembro entrou para a história da Bolsa de Valores de São Paulo, clima bem diferente de 17 de maio desse ano com a delação dos donos da JBS, com o índice principal perto dos 76.400 pontos e influenciado pelos números da economia doméstica. “Foi um setembro marcante, com alta por vários pregões e o Ibovespa em recordes históricos. Os números de nossa economia mostraram recuperação e sinalizaram para um importante salto. Vimos uma inflação caindo, a produção industrial subindo, os juros também para baixo e um esforço do governo para encontrar saída na recomposição do rombo orçamentário, isso tudo desde junho”, destacou o analista.

Já para o cenário externo, Bandeira destacou o conflito geopolítico e o desempenho das principais economias. “O que acompanhamos em setembro, do lado econômico, foram os números importantes da China, Japão, Zona do Euro e Estados Unidos. Porém, o que chegou a estressar um pouco foi a guerra verbal entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos, que acabou influenciando o humor dos investidores, inclusive por aqui. Ainda nos Estados Unidos, a presidente do Fed [Janet Yellen] já apontou para a alta nas taxas de juros até dezembro, mas o que já está gerando ruídos é a reforma tributária proposta por Donald Trump, que também quer a repatriação de US$3 trilhões. Como isso vai ocorrer não sabemos, sendo que os mercados já estão especulando e seria muito ruim para os emergentes”, considerou.

Sobre o peso no mercado financeiro com o quadro político doméstico, o analista destaca as denúncias contra o presidente Michel Temer e as novas declarações contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “O lado político foi bem confuso, com denúncias, declarações, delações e com o mercado esperando por decisões importantes no Congresso. Isso tudo acabou por pesar também na queda por seis pregões do Ibovespa, que mesmo assim ainda conseguiu fechar o mês em alta de quase 5%. Conforme já tinha previsto de que em algum momento ocorreria uma realização, as seis quedas do índice foi um pouco demais. Mas ainda sigo na opinião de que a alta será retomada, claro que se nada ocorrer no cenário geopolítico. Segue também a expectativa para a retomada das reformas relevantes no Congresso. Que venha outubro”, finalizou o analista-chefe e sócio do ModalMais, Alvaro Bandeira.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica, que passou a vigorar de 04 de setembro a 28 de dezembro no Ibovespa, mostra os cinco ativos com maior peso no índice: Itauunibanco PN (10,846%), Bradesco PN (8,485%), Ambev ON (7,039%), Petrobras PN (4,883%) e Vale ON (9,040%).

Commodities

O petróleo referência, Brent, fechou em queda na bolsa de Futuros de Londres, ICE, em 4,39% aos US$57,28 o barril.

O petróleo WTI segue em alta de 0,06%, cotado a US$ 51,59 o barril na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em queda de 1,34% aos US$62,05 a tonelada seca e com 62% de pureza.

A celulose fibra longa negociada fechou US$905,69, alta de 0,08%, a tonelada na sessão anterior. A celulose fibra curta fechou em US$890,23 e alta de 0,56%, a tonelada

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