Ibovespa fecha o mês em alta de 7,4% e IEE recua na sessão

Volume financeiro ficou em R$12,1 bilhões

Ibovespa no ano

A bolsa de valores de São Paulo encerra o mês de agosto em grande estilo, com o índice principal valorizado em 7,45%. Nos oito meses de 2017, o Ibovespa vai acumulando ganho de 17,61% e se firmando acima do 70 mil pontos.

Nesta sexta-feira, porém, o índice ficou de lado em grande parte do pregão. Os investidores ajustaram posições e realizaram lucros, principalmente, com a Eletrobras, Petrobras e Usiminas.

Ao final, o Ibovespa ficou em queda de 0,07% aos 70.835 pontos. O volume financeiro ficou em R$12,1 bilhões. O IEE ficou em queda de 0,24%.

As ações com ganhos
Usiminas PNA, alta de 5,03%; Smiles ON, alta de 1,77%.

As ações com perdas
Eletrobras PNB, queda 5,91%; Eletrobras ON, queda de 4,81%; Estácio Part. ON, queda de 1,79%; JBS ON, queda de 2,47%; e Marfrig ON, queda de 1,52%.

A Petrobras ON ficou em alta de 0,65% e a PN, alta de 1,49%.

A Eletrobras ON fechou o mês com valorização de 30,52% e a PN, 23,16%.

A Vale ON estava em alta de 2,15% e a PN, alta de 3,43%.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica, que passou a vigorar de 02 de maio a 01 de setembro no Ibovespa,
mostra os cinco ativos com maior peso no índice: Itauunibanco PN (11,453%), Bradesco PN (8,244%), Ambev ON (7,299%), Petrobras PN (5,331%) e Vale PNA (4,727%).

Análise por Pedro Galdi

“No mês de agosto vários fatores pesaram no desempenho do índice, com a euforia das últimas semanas com o pacote de privatizações apresentado pelo governo federal. Porém, no movimento de ontem e de hoje, o mercado ficou atento para as votações em Brasília, como a TLP, a meta fiscal e outras que acabaram dando, pelo menos neste momento, um pouco de força política para Michel Temer. O contraponto deve ficar para acordos de delação premiada e a até a saída de Rodrigo Janot que, se nada acontecer, o caminho estará aberto. Um cenário que tende a ficar mais positivo se Temer trouxer na bagagem da China mais negócios para o País”, destacou o analista de investimentos da Magliano Corretora, Pedro Galdi.

Para o cenário externo, Galdi destacou o conflito geopolítico na Península Coreana.
“Em grande parte do tempo, a guerra verbal entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte contaminou por uma sessão o desempenho do mercado acionário global. Porém, o caso que pesou um pouco mais foi a última investida dos norte-coreanos contra o Japão. Mas não chegou a mudar os índices das bolsas asiáticas. Na Europa, o que mais causou impacto foram os atentados terroristas e as questões políticas. O presidente do BCE, Mario Draghi, não disse nada em Jackson Hole, mas já deu pistas do corte gradual da compra de ativos. Por lá, o euro segue pesando. E, finalmente, nos Estados Unidos, apenas o presidente Donald Trump vinha sendo notícia com a Coreia do Norte. Sobre a economia, os números estão bons, alguns mistos, mas no geral tudo vinha bem. Agora, um grande problema surgiu para Trump com a passagem do Harvey e os estragos nas regiões. Calcula-se mais de US$125 bilhões em prejuízos. De outro lado, o Fed permanece sem definição para as taxas de juros, mas a partir de agora poderá não mudar nada. Wall Street descolou de tudo”, finalizou Galdi.

Pagamentos de dividendos:
Banco do Brasil, BTG Pactual e Taesa.

Commodities

O petróleo WTI fecha em alta de 2,44%, cotado a US$ 47,08 o barril na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em alta de 3,72% aos US$78,91 a tonelada seca e com 62% de pureza.

A celulose fibra longa negociada fechou US$890,60, queda de 0,04%, a tonelada na sessão anterior. A celulose fibra curta fechou em US$879,49 e queda de 0,06%, a tonelada.

0 acharam esta informação útil

0 não acharam esta informação útil

Assuntos desta notícia