Ibovespa fecha outubro estável e IEE fica em queda de 0,5% na sessão

O volume financeiro ficou em R$9,5 bilhões

Índice para baixo

Depois de vários recordes, o índice principal da bolsa de valores de São Paulo ficou praticamente estável no fechamento de outubro, 0,02%. A influência política não afastou compradores e o Ibovespa chegou aos 77 mil pontos. O esforço do governo em recompor o caixa da União, com os leilões de hidrelétricas e rodadas da ANP, atraiu investidores dos dois setores de vários países.

Hoje, no entanto, as expectativas ficaram com os balanços corporativos e para a reunião do Comitê de Mercado Aberto – Fomc, Federal Reserve, que começou hoje nos Estados Unidos para definir os rumos da política monetária.

Os preços das commodities apresentaram reações, com o petróleo em recuperação e segurando as altas da ações da Petrobras, siderúrgicas, metalúrgicas e elétricas ao longo de outubro. As ações da Eletrobras, que está sendo preparada para a privatização, mantiveram as altas históricas.

Ao final, o Ibovespa ficou em queda de 0,66% aos 74.308 pontos. O volume financeiro ficou em R$9,5 bilhões. O IEE ficou em queda de 0,56%.

As ações com ganhos
Cielo ON, alta de 9,44%; Estácio Part. ON, alta de 3,64%; Lojas Ameri. ON, alta de 1,91%; Suzano Papel PNA, alta de 1,65%; e Marfrig ON, alta de 2,88%.

As ações com perdas
Gerdau PN, queda de 2,67%; Eletrobras PNB, queda de 3,61%; Santander BR UNT, queda de 3,02%; Itausa PN, queda de 3,32%; e Copel PNB, queda de 3,06%.

A Petrobras ON ficou em alta de 0,40% e a PN, queda de 0,06%.

A Vale ON caiu 0,77% e a PN, queda de 0,54%.

Análise Alvaro Bandeira

O mês de outubro, como alguns de 2017, também foi bem complicado com o campo político e pesando no desempenho do mercado financeiro. Mas, mesmo assim, os números da economia doméstica deram sinais de recuperação. “Outubro foi um mês bem complicado no lado político, tanto aqui como lá fora. Por aqui, o alvo permaneceu no presidente Temer, com a votação da segunda denúncia, acusações de compra de votos e interesse político no processo para a decisão na Câmara, com uma vitória apertada. E, com tudo isso, as votações relevantes, como a Reforma da Previdência, ficaram paradas. De outro lado, os indicadores econômicos ficaram positivos, como a inflação em queda, o setor de serviços reagindo, a disposição dos empresários também aumentou, os juros caíram e o desemprego, mesmo que com um grande número de pessoas desocupadas, já dá sinais de recuperação”, evidenciou Bandeira.

No cenário externo, seguindo para o Velho Continente, o destaque ficou para o imbróglio da Catalunha e Madri. “Os conflitos entre os governos da Espanha e da região da Catalunha pressionaram e assustaram os mercados acionários. Já no Reino Unido, a primeira-ministra Theresa May seguiu encontrando muita resistência nas negociações do Brexit. Na Ásia, no entanto, o positivismo tomou conta com Xi Jinping permanecendo no comando da China e Shinzo Abe como primeiro-ministro do Japão. Os dois países seguem alinhados e com os mandatários prometendo fortalecimento ainda maior de suas economias. Na questão do petróleo, a resistência da Arábia Saudita com os membros da Opep ficou complicada, mas o petróleo segue com preços positivos”, explicou Bandeira.

Quanto ao mercado financeiro interno, a bolsa foi destaque, embora fora da estimativa dos recordes acima dos 78 mil pontos. “O volume de saída da bolsa ficou próximo de R$1 bilhão, mais precisamente até o dia 27 de outubro eram R$902,07 milhões. No ano, o ingresso somava R$14,9 bilhões. O que se viu hoje, última negociação do mês, foi o índice de lado e deverá permanecer assim com a semana mais enxuta pelo feriado de Finados. A ata do Copom não trouxe surpresas para as próximas reuniões, o que sugere um corte ainda este ano talvez em 0,5 p.p e mantendo a taxa em 7% na reunião de dezembro”, finalizou o analista-chefe e sócio da ModalMais, Alvaro Bandeira.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica, que passou a vigorar de 04 de setembro a 28 de dezembro no Ibovespa, mostra os cinco ativos com maior peso no índice: Itauunibanco PN (10,846%), Bradesco PN (8,485%), Ambev ON (7,039%), Petrobras PN (4,883%) e Vale ON (9,040%).

Commodities

O petróleo referência, Brent, ficou em alta na bolsa de Futuros de Londres em 1,39% aos US$61,81 o barril.

O petróleo WTI segue em queda de 0,98%, cotado a US$ 54,69 o barril na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em queda de 0,39% aos US$58,52 a tonelada seca e com 62% de pureza.

A celulose fibra longa negociada fechou US$920,07, queda de 0,01%, a tonelada na sessão anterior. A celulose fibra curta fechou em US$922,99 e alta de 0,51%, a tonelada.

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