Ibovespa fecha a semana com valorização de 3,4% com Eletrobras no destaque

Volume financeiro ficou em R$6,4 bilhões

Arquivo: UI

O Ibovespa fechou a semana em alta de 3,43%, com o destaque para as ações da Eletrobras valorizadas em mais de 50% na sessão de terça-feira (22). Nesta sexta-feira, o índice voltou em realização de lucros e com os investidores atentos para os bancos centrais nos Estados Unidos. A apresentação, que era muito aguardada da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, não trouxe muitas novidades. O preço petróleo pesou nas ações da Petrobras.

Ao final, o Ibovespa ficou em queda de 0,08% aos 71.073 pontos. O volume financeiro ficou em R$6,4 bilhões. O IEE ficou em queda de 0,63%.

As ações com ganhos
JBS ON, alta de 5,34%; Suzano Papel PNA, alta de 3,80%; Multiplan ON, alta de 3,08%; Fibria ON, alta de 2,21%; e Equatorial ON, alta de 1,52%.

As ações com perdas
Natura ON, queda de 3,00%; Pão de Açúcar PN, queda de 2,83%; Cemig ON,queda de 2,05%; Copel PNB, queda de 1,99%; e Usiminas PNA, queda de 1,62%.

A Petrobras ON ficou em alta de 0,56% e a PN, alta de 0,58%.

A Vale ON ficou em queda de 0,15% e a PN, queda de 0,13%.
Carteira Teórica

A Carteira Teórica, que passou a vigorar de 02 de maio a 01 de setembro no Ibovespa, mostra os cinco ativos com maior peso no índice: Itauunibanco PN (11,453%), Bradesco PN (8,244%), Ambev ON (7,299%), Petrobras PN (5,331%) e Vale PNA (4,727%).

Análise por Alvaro Bandeira

Depois de uma série de anúncios no começo da semana por parte do Governo Federal, com destaque para a privatização de parte das empresas do Grupo Eletrobras, o mercado financeiro reagiu positivamente ao sabor de mais privatizações, concessões e parcerias. “Dois fatores pesaram na semana: as privatizações, no cenário doméstico, e as declarações de Donald Trump. As privatizações, concessões e vendas de ativos tiraram o foco de acordos para novas delações. Já o presidente Trump, voltou a chamar a atenção com o possível fim do Nafta, as novas provocações para a Coreia do Norte, ameaças embargos para a Venezuela e com o muro entre o México, enfim os mesmos assuntos que tiram o foco para as medidas prometidas”, explicou Bandeira.

Ainda para esta semana, a expectativa ficou para a reunião dos bancos centrais em Jackson Hole. “Os mercados ficaram atentos para Jackson Hole e esperando pela apresentação de Janet Yellen, que não trouxe novidades. O que se esperava era alguma declaração sobre a redução no balanço do Fed de US$4 trilhões, mas não ocorreu. Acredito que Yellen já começa a se despedir e deverá deixar encaminhada alguma medida de corte no orçamento e mais uma alta na taxa de juros em dezembro”, detalhou.

Voltado ao cenário doméstico, o analista do ModalMais destaca o desempenho do Ibovespa, que seguiu rali em três dias com a Eletrobras e demais elétricas. “O que se viu foi o índice avançando e rompendo os 71 mil pontos, puxado também pelo vencimento de opções sobre ações na segunda-feira, que resultou R$4,6 bilhões, depois com a Eletrobras e o ingresso de recursos dos investidores. Vale destacar que os indicadores mostrados da economia doméstica também sugerem mais um corte mais forte na Selic, que pode chegar aos 7% no final desse ano. Acredito que o índice deverá buscar os 71.900, com até 73 mil, e também arranhar o recorde histórico dos 78 mil. Para a semana, a tendência é de alguma realização e esperando por decisões na reforma política e os destaques na TLP”, finalizou o analista-chefe e sócio do Modal Mais, Alvaro Bandeira .

Pagamento de dividendos:
Santander e Ultrapar.

Commodities

O petróleo WTI, para entrega em setembro, ficou em alta de 0,78%, cotado a US$ 47,80 o barril na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em alta de 1,58% aos US$78,38 a tonelada seca e com 62% de pureza.

A celulose fibra longa negociada fechou US$890,60, queda de 0,04%, a tonelada na sessão anterior. A celulose fibra curta fechou em US$879,49 e queda de 0,06%, a tonelada.

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