Ibovespa fecha semana em alta de 1,7% e IEE ganha força na sessão em 0,1%

Volume financeiro ficou em R$7,7 bilhões

Arquivo: UI

O índice Bovespa fechou a semana em alta de 1,76%, mesmo mais curta com o feriado do dia 15, com as blue chips ganhando força com os resultados financeiros do terceiro trimestre. Um exemplo foi a Petrobras, que viu as ADRs também valorizadas na quarta-feira na bolsa de Nova York.

Para esta sexta-feira, os investidores também elevaram o otimismo e o índice fechou para cima. O Ibovespa ficou em alta de 1,28% aos 73.437 pontos. O volume financeiro ficou em R$7,7 bilhões. O IEE subiu 0,13%.

As ações com ganhos
Estacio Part. ON, alta de 5,10%; RaiaDrogasil ON, alta de 4,52%; Sid. Nacional ON, alta 5,03%; Bradespar PN, alta de 3,62%; e Kroton ON, alta de 5,13%.

As ações com perdas
JBS ON, queda de 1,53%; MRV ON, queda de 0,74%; BB Seguridade ON, queda de 1,26%; Copel PNB, queda de 0,34%; Engie Brasil ON, queda de 0,84%; e Copel PNB, queda de 0,34%.

A Petrobras ON ficou em alta de 1,04% e a PN, alta de 1,33%.

A Vale ON ficou em alta de 0,98% e a PN, alta de 0,99%.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica, que passou a vigorar de 04 de setembro a 28 de dezembro no Ibovespa, mostra os cinco ativos com maior peso no índice: Itauunibanco PN (10,846%), Bradesco PN (8,485%), Ambev ON (7,039%), Petrobras PN (4,883%) e Vale ON (9,040%).

Análise Alvaro Bandeira

Em semana mais curta no Brasil, os investidores mantiveram a cautela com o Governo Federal no radar. Além disso, a muito esperada reforma fiscal dos Estados Unidos dá sinais de sair do discurso, no entanto, a temporada de resultados financeiros e dados econômicos refletiram no desempenho das bolsas de ações na Europa e Estados Unidos. “A semana ficou basicamente em cima de dois temas por aqui: Reforma ministerial e da Previdência. No lado externo, a reforma fiscal de Donald Trump parece caminhar, porém, com as discussões na Câmara e no Senado. Ainda do lado externo, o Reino Unido ficou no destaque. A primeira-ministra Theresa May está mais fragilizada, com o tempo se esgotando para o Brexit e pesando o valor do passe de saída”, explicou.

Sobre o comportamento do dólar do mercado de ações, Bandeira destaca a volatilidade da moeda norte-americana e a influência nos preços do petróleo. “O dólar variou muito e os preços do petróleo, além de demais commodities, foi o que mais sentiu. Ainda sobre o petróleo, o relatório mensal da Opep e da Agência de Energia dos EUA também pesou no desempenho dos preços para os contratos. Além disso, as atenções seguem agora para a elevação da taxa de juros pelo Federal Reserve, o que não escapou para os investidores de Wall Street. A semana foi curta, mas bem movimentada com muitos indicadores bons para alguns e mistos para os EUA”, avaliou.

Para a semana, os mercados deverão manter a cautela. “Os indicadores domésticos, com o IBC-BR, que é a nossa prévia do PIB, deverá pesar no humor dos investidores. Considerando que os indicadores domésticos ficaram bons e a temporada de balanços ficou dentro do esperado. O movimento do mercado vai depender dos índices econômicos e, principalmente, do Governo Federal com a “dança das cadeiras” e para alguma decisão sobre a reforma da Previdência. Sigo no otimismo de que ainda tem espaço para a bolsa de ações ganhar força e se a Previdência sair os 78 mil poderão voltar. No lado externo, os EUA se preparam para o Dia de Ação de Graças e para o Black Friday, ou seja, semana mais curta”, finalizou o analista-chefe e sócio da ModalMais, Alvaro Bandeira

Commodities

O petróleo referência, Brent, segue em alta na bolsa de Futuros de Londres em 0,42% aos US$61,65 o barril.

O petróleo WTI segue em alta de 1,74%, cotado a US$ 56,11 o barril na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em alta de 1,69% aos US$62,61 a tonelada seca e com 62% de pureza.

A celulose fibra longa negociada fechou US$959,37, alta de 0,81%, a tonelada na sessão anterior. A celulose fibra curta fechou em US$940,34 e alta de 0,28%, a tonelada.

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