Ibovespa fecha semana em alta de 2% e o IEE sobe 0,5% no dia

Volume financeiro ficou em R$9,1 bilhões

Bovespa em alta

O Ibovespa fechou a semana em alta de 2%, sendo que de seis sessões o índice ficou no positivo em cinco. Hoje os investidores aproveitaram para ajustar, com o clima mais calmo em Brasília. As commodities subiram e puxaram as mineradoras, siderúrgicas e elétricas.

Depois de uma sessão marcada pela volatilidade, o preço do petróleo disparou na bolsa Mercantil de Futuros, em Nova York, e pesou nas ações da Petrobras.

Ao final, o Ibovespa ficou em alta de 1,09% aos 68.714 pontos. O giro financeiro ficou em R$9,1 bilhões. O IEE ficou em alta de 0,52%.

As ações com ganhos
BB Seguridade ON, alta de 4,27%; Natura ON, alta de 4,35%; e Copel PNB, alta de 3,36%; e Bradesco ON, alta de 3,76%.

As ações com perdas
JBS ON, queda de 2,04%;Embraer ON, queda de 1,55%; Smiles ON, queda de 1,34%; Kroton ON, queda de 1,70%; e Lojas Renner ON, queda de 0,89%.

A Petrobras ON ficou em alta de 3,24% e a PN, alta de 4,21%.

A Vale ON ficou em alta de 1,12% e a PN, alta de 0,10%.

Análise de Alvaro Bandeira

A semana foi marcada por indicadores interessantes, em especial para a Zona do Euro e também para a economia doméstica. Mas dois fatores foram avaliados como os mais importantes e que pesaram no desempenho dos mercados. “Basicamente dois fatores pesaram na semana: a meta fiscal do Brasil e a polêmica envolvendo Donald Trump. A alteração da meta fiscal em mais R$20 bilhões despertou a cautela sobre as mudanças nas datas de divulgação, embora precificado os R$159 bilhões. Já nos Estados Unidos, o afastamento de conselheiros, em especial hoje de Stephen Bannon, despertou ainda mais dúvidas sobre como será cumprida a agenda econômica por Trump”, disse Bandeira.

Sobre o lado político interno, o analista destacou as discussões do Centrão, a reoneração da folha de pagamentos, entre outras. “O que se viu é que algumas decisões básicas ficaram de lado. Conseguiram tirar ‘o bode da sala’ com o anúncio da meta fiscal e as agências de classificação de risco deram alento ao governo. O mercado acionário reagiu bem, mantendo cinco pregões positivos e o índice principal bem próximo dos 69 mil pontos”, considerou.

Com esse cenário, segundo Bandeira, os olhares devem seguir para a política. “A decisão agora fica para a reforma política. Do lado econômico a reação é positiva, com indicadores melhores e os primeiros sinais de mudanças no setor de trabalho. Já para o cenário externo, o imbróglio envolvendo Donald Trump deve ficar no foco global. Sem esquecer, é claro, da relação complicada dele com a Coreia do Norte”, finalizou o analista-chefe e sócio do ModalMais, Alvaro Bandeira.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica, que passou a vigorar de 02 de maio a 01 de setembro no Ibovespa, mostra os cinco ativos com maior peso no índice: Itauunibanco PN (11,453%), Bradesco PN (8,244%), Ambev S/A ON (7,299%), Petrobras PN (5,331%) e Vale PNA (4,727%).

Pagamentos de dividendos nesta sexta-feira:
Kroton e Magnesita.

Commodities

O petróleo WTI, para entrega em setembro, ficou em alta de 3,33%, cotado a US$ 48,66 o barril na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em alta de 6,81% aos US$77,947 a tonelada seca e com 62% de pureza.

A celulose fibra longa negociada fechou US$890,60, queda de 0,04%, a tonelada na sessão anterior. A celulose fibra curta fechou em US$879,49 e queda de 0,06%, a tonelada.

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