Ibovespa fecha semana em alta de 3,5%

Feliz Natal

Arquivo: UI

A bolsa de São Paulo fechou a semana em alta de 3,55%, com as atenções para as declarações de ministros, equipe econômica e do presidente Michel Temer sobre a importância da reforma da Previdência para a economia do Brasil. Novos investimentos foram apresentados e outros contabilizados, em especial, com leilões de energia.

Ao longo da semana, o IBGE, FGV/IBRE, Fiesp, CNI e o próprio governo federal apresentaram indicadores domésticos fortalecidos.

Notícias corporativas, como os ruídos do negócio entre a Boeing e a Embraer, mesmo com o governo brasileiro descartando a possibilidade de compra pela americana, pesaram na bolsa de ações. Na sessão desta quinta-feira, as ações da Embraer disparam em mais de 22% e também contribuíram para que o Ibovespa encerrasse a semana no azul.

Ontem as ações da Petrobras também ficaram para cima, depois que a direção da estatal apresentou o Plano de Negócios para 2018 a 2022.

A Vale também deu a contribuição e já se preparando para migrar suas ações para o Novo Mercado, o que ocorreu hoje de manhã na B3.

Ao final, o Ibovespa ficou em alta de 0,07% aos 75.186 pontos. O volume financeiro ficou em R$5,8 bilhões.

Análise Alvaro Bandeira

A semana, com o Congresso em recesso, foi mais tranquila e com indicadores positivos sinalizando o desempenho melhor da economia. “A semana, já em ritmo de festa, terminou mais tranquila. O mercado financeiro operou atento apenas para as falas de ministros, da equipe econômica e também do presidente Temer. A transferência da data para a votação da reforma da Previdência gerou apenas comentários, mas sem impacto na bolsa. O volume de negócios ficou razoável, considerando apenas o exercício de opções sobre ações gerando algo em torno de R$4 bilhões, que deu um fôlego. O que se viu foi muita volatilidade”, destacou.

Já para o cenário externo, Bandeira destacou a reforma Tributária de Donald Trump e o teto da dívida norte-americana. “Hoje, o presidente Trump resolveu as duas questões, mas os índices da bolsa de Nova York acabaram voltando para o negativo. Na semana, alguns presidentes regionais do Fed deram declarações, sendo que um deles destacou que as reformas de Trump não deverão atrair investimentos para o País. Os demais mercados operaram tranquilos. Na Europa, o mau humor prevaleceu com a votação na Catalunha. No Reino Unido, a primeira-ministra Theresa May tenta alinhar acordos para o Brexit numa saída tranquila. Os indicadores ficaram bons, com a inflação reagindo”, considerou o analista.

Para a semana, com poucos dias e na contagem regressiva para 2018, Bandeira explica que os mercados devem operar em ajustes, destacando que as empresas estão paradas. “Alguma boa notícia poderá puxar o Ibovespa para cima dos 75 mil pontos”, finalizou o analista-chefe e sócio da ModalMais, Alvaro Bandeira.

As ações com ganhos
Cyrela Realt ON, alta de 1,71%; Ecorodovias ON, alta de 3,64%; Eletrobras ON, alta de 4,33%; Eletrobras PNB, alta de 6,40%; e Bradespar PN, alta de 1,39%.

As ações com perdas
Fibria ON, queda de 1,93%; Suzano Papel ON, queda de 1,74; BR Malls ON, queda de 1,52%; Santander BR UNT, queda de 1,49%; e Embraer ON, queda de 1,44%.

A Petrobras ON ficou em queda de 0,36% e a PN, queda de 0,69%.
A Vale ON ficou em alta de 0,15%.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica, que passou a vigorar de 04 de setembro a 28 de dezembro no Ibovespa, mostra os cinco ativos com maior peso no índice: Itauunibanco PN (10,846%), Bradesco PN (8,485%), Ambev ON (7,039%), Petrobras PN (4,883%) e Vale ON (9,040%).

Commodities

O petróleo referência, Brent, ficou em queda na bolsa de Futuros de Londres em 0,05% a US$64,97 o barril.

O petróleo WTI fico em queda de 0,05%, cotado a US$ 58,32 o barril na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em alta de 4,86% a US$76,36 a tonelada seca e com 62% de pureza.

A celulose fibra longa negociada fechou US$999,61, alta de 0,22%, a tonelada na sessão anterior. A celulose fibra curta fechou em US$977,17 e alta de 0,76%, a tonelada.

 

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