Ibovespa opera volátil na reta final de balanços corporativos

Volume financeiro segue para os R$ 3 bilhões

Arquivo UI

A bolsa de valores de São Paulo opera volátil nesta segunda-feira. Os investidores estão ajustando, em dia de agendas fracas, com as empresas apresentando os balanços corporativos na reta final. A eleição na França, com a vitória de Emmanuel Macron, também mereceu ligeira atenção. Porém, ainda do lado político interno, a cautela segue para Brasília e com destaque para os acertos no texto da Reforma da Previdência.

Há pouco, o Ibovespa estava em queda de 0,29% aos 65.529 pontos. O IEE opera em alta de 0,8%. O giro financeiro seguia para R$ 3 bilhões.

As ações com ganhos

BB Seguridade ON, alta de 2,33%; Natura ON, alta de 1,89%; Multiplan ON, alta de 1,72%; Cosan ON, alta de 1,79%; e Braskem PNA, alta de 0,77%.

As ações com perdas

Eletrobras PNB, queda de 4,01%; Eletrobras ON, queda de 2,97%; Estacio Participações ON, queda de 2,04%; MRV ON, queda de 2,48%; e Cemig ON, queda de 1,98%.

A Vale ON, queda de 1,15% e a PN, queda de 1,60%.

A Petrobras ON estava em queda de 0,41% e a PN, queda de 0,70%.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica, que passa a vigorar de 02 de maio a 01 de setembro no Ibovespa, mostra os cinco ativos com maior peso no índice: Itauunibanco PN (11,453%), Bradesco PN (8,244%), Ambev S/A ON (7,299%), Petrobras PN (5,331%) e Vale PNA (4,727%).

Empresas

AES Tietê (TIET11) segue com crescimento de margens e anuncia dividendos. A geradora apresentou sólido desempenho nesse início de ano, com o maior preço de vendas no mercado de curto prazo e mercado livre compensado o menor volume de vendas. A menor necessidade de compra de energia para revenda foi um dos principais responsáveis pela significativa redução de custos no período, propiciando o crescimento de quase 45% no EBITDA e o ganho de 17,5 p.p. na margem, ambos em comparação com 1T16. Junto aos resultados, a companhia anunciou a distribuição de dividendos, no montante de R$ 0,3388 por UNIT, o equivalente a um yield de 2,53% frente a última cotação. Os papéis ficam ex-proventos já na próxima quinta-feira (11/05) e o pagamento deve ser realizado ainda esse mês, até 25/05.

Eletropaulo (ELPL4) apresenta resultados melhores. O mercado da companhia avançou 1,4% ante o 1T16, com o expressivo aumento no consumo de clientes livres compensando a queda de 4,2% registrada no mercado cativo. Assim, o faturamento ficou praticamente estável enquanto que a linha de custos foi favorecida pelo menor despacho das usinas térmicas e pelo menor dispêndio com materiais, propiciando a expansão do EBITDA e margens. O resultado final não seguiu a mesma tendência, pelo contrário, recuou quase 60% em doze meses, impactado principalmente pela maior despesa financeira do trimestre.

Taesa (TAEE11) reporta resultados regulares. Considerando o resultado regulatório, que reflete de maneira mais adequada a geração de caixa, a transmissora apresentou números regulares neste trimestre. A expansão no faturamento decorre principalmente da maior disponibilidade de suas linhas e reajuste da Receita Anual Permitida (RAP), enquanto que o avanço nos custos e despesas se deve ao maior dispêndio com material e serviços. Assim, a margem EBITDA ficou praticamente estável na comparação anual, enquanto que a maior incidência de impostos, pelo fim do benefício fiscal em um de seus empreendimentos, levou a expressiva redução do lucro líquido em doze meses.

Commodities

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em queda de 2,56% a US$60,15 a tonelada seca e com 62% de pureza.

O contrato futuro do petróleo tipo WTI, para entrega em junho, é negociado a US$ 45,98 o barril, queda de 0,52%.

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