Ibovespa perde força e IEE avança em 0,32%

O contrato futuro do petróleo tipo WTI para entrega em agosto ficou em US$ 45,72, queda de 2,56% na bolsa de Nova York

Ibovespa

O Ibovespa fechou a semana em queda de 1,14%, com baixo volume de negócios. Nesta sexta-feira, o índice não sustentou a alta da abertura e recuou. Os investidores estavam digerindo as medidas do governo federal em elevar os impostos sobre os combustíveis, corte de despesas e o relatório do balanço de pagamentos do Banco Central do Brasil- BCB para junho. As commodities derreteram nos mercados internacionais.

Ao final, o Ibovespa caiu 0,39% aos 64.684 pontos. O IEE ficou em alta de 0,32%. O volume financeiro ficou em R$5,3 bilhões.

As ações com ganhos
Localiza ON, alta de 4,44%; Rumo ON, alta de 3,11%; Cyrela Realt ON, alta de 2,53%; Lojas Renner ON, alta de 2,24%; e Energias do Brasil ON, alta de 1,38%.

As ações com perdas
Braskem PNA, queda de 2,58%; Marfrig ON, queda de 2,12%; e Siderúrgica Nacional ON, queda de 2,51%.

A Petrobras ON ficou em queda de 2,49% e a PN, queda de 3,13%.
A Vale ON ficou em queda de 0,77% e a PN, queda de 0,96%.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica, que passou a vigorar de 02 de maio a 01 de setembro no Ibovespa, mostra os cinco ativos com maior peso no índice: Itauunibanco PN (11,453%), Bradesco PN (8,244%), Ambev S/A ON (7,299%), Petrobras PN (5,331%) e Vale PNA (4,727%).

Análise Alvaro Bandeira

A semana foi de calmaria em Brasília com o recesso parlamentar, mas com as atenções para os ruídos envolvendo o presidente Michel Temer e o da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ). “Com o recesso e resolvida a questão entre Temer e Maia, a semana foi muito fraca nos mercados. Os indicadores apresentados da economia doméstica mostraram recuperação, em especial os índices de inflação em queda, a balança comercial e o Caged. Até que o anúncio dos impostos sobre os combustíveis despertou a cautela, mas no mesmo pacote veio corte de R$5,9 bilhões na despesas”, explicou Bandeira.

No cenário externo, como tem sido nos últimos seis meses, a notícia veio da Casa Branca. “O presidente Donald Trump permanece na mira da imprensa e nas questões evolvendo a Rússia. A doença de John McCain, senador forte republicano, a permanência do Obamacare, além das demissões mostraram que as decisões não se alinham. Com isso, os mercados ficaram de lado e o dólar perdeu força. Ainda lá fora, os bancos centrais [Japão e BCE] mantiveram as mesmas políticas, porém, o europeu sinalizou iniciar a redução dos €60 bilhões até dezembro. Essa fala do Draghi [Mario] mexeu com as bolsas e o euro disparou. A temporada de balanços segue refletindo”, avaliou.

Para a semana, as perspectivas são as mesmas no cenário doméstico. “Tem mais uma semana de recesso no Congresso e, com isso, tudo deverá permanecer como está. Porém, no dia 02 começam as discussões e vão pesar pelo resto do ano. Fica a expectativa para o início da temporada de balanços, muito provavelmente melhores com a recuperação econômica, as demais reformas”, finalizou o analista-chefe e sócio do ModalMais, Alvaro Bandeira.

Commodities

O contrato futuro do petróleo tipo WTI para entrega em agosto ficou em US$ 45,72, queda de 2,56% na bolsa de Nova York.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em queda de 1,34% aos US$671,14 a tonelada seca e com 62% de pureza.

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