Ibovespa recua na semana e IEE cai 0,1% na sessão desta sexta-feira

Volume financeiro fica na média diária, R$7,8 bilhões

Bolsa em queda

O Ibovespa fechou a semana em queda de 0,48%, depois de sucessivos recordes na carona com os demais globais. Nesta sexta-feira, os investidores aproveitaram para realizar lucros, sem indicadores relevantes e notícias corporativas. Os preços das commodities nos mercados internacionais ficaram mistos, com o minério de ferro no negativo e o petróleo sustentando os US$50,00 por barril em Londres e Nova York.

O Ibovespa fechou em queda de 0,28% aos 75.389 pontos e giro financeiro na média diária, R$7,8 bilhões. O IEE recuou 0,16%.

As ações com ganhos
Rumo ON, alta de 4,33%; Estacio Part. ON, alta de 2,25%; Sabesp ON, alta de 2,15%; Santander UNT, alta de 2,06%; e JBS ON, alta de 0,97%.

As ações com perdas
Sider. Nacional ON, queda de 5,08%; Cosan ON, queda de 2,85%; Cemig ON, queda de 2,80%; WEG ON, queda de 2,18%; e Gerdau PN, queda de 2,08%.

A Petrobras ON ficou em alta de 0,12% e a PN, alta de 0,13%.

A Vale ON recuou 1,85% e a PN, queda de 1,85%.

A Eletrobras ON ficou em queda de 1,18% e a PN, queda de 0,53%.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica, que passou a vigorar de 04 de setembro a 28 de dezembro no Ibovespa, mostra os cinco ativos com maior peso no índice: Itauunibanco PN (10,846%), Bradesco PN (8,485%), Ambev ON (7,039%), Petrobras PN (4,883%) e Vale ON (9,040%).

Análise Alvaro Bandeira

A semana foi recheada de indicadores de peso no cenário doméstico e nos demais as atenções ficaram para os bancos centrais. “O que nós acompanhamos foram resultados bem positivos da nossa economia, muitos surpreendendo, e com o Banco Central revisando o corte na taxa de juros depois da divulgação do relatório trimestral e inflação. Para a próxima reunião, em 25 de outubro, já existe uma aposta de corte entre 0,75 p.p a 1 p.p e trazendo a Selic para até 7% ao ano. Mas apesar desse clima mais otimista, o mercado doméstico também ficou atento para as decisões dos bancos centrais, em destaque o Federal Reserve. Por lá, os números da economia norte-americana foram mistos, alguns decepcionando, e sem que a inflação dê sinais da alta esperada pelo Fed em 2% ”, destacou Bandeira.

Para o movimento de recorde na bolsa de valores de São Paulo, Bandeira considera que o avanço do índice pode continuar e buscando os 81 mil pontos. “A bolsa operou em recordes, destacando também o desempenho dos índices de peso em Wall Street. As economias estão bem, mas o quadro político é que não anda bem. As provocações entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos, a decisão sobre o Brexit na Europa e, aqui, as denúncias contra o Temer, em especial as de ontem do doleiro, Lúcio Funaro, ficaram no radar do investidor, mas sem muito risco até agora. Porém, no cenário interno, o que se espera com urgência são as reformas, Previdência e Política. Se o Congresso conseguir avançar, com certeza os mercados vão reagir e os 79,80 e até 81 pontos do Ibovespa podem ocorrer. Até agora o fluxo no mês é de R$4,4 bilhões e no ano, R$15,4 bilhões até o dia 20”, finalizou o analista-chefe e sócio do ModalMais, Alvaro Bandeira.

Commodities

O petróleo referência, Brent, ficou em alta na bolsa de Futuros de Londres, ICE, em 0,73% aos US$59,22 o barril.

O petróleo WTI estava em alta de 0,18%, cotado a US$ 50,64 o barril na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em queda de 3,83% aos US$63,56 a tonelada seca e com 62% de pureza.

A celulose fibra longa negociada fechou US$904,99, alta de 0,12%, a tonelada na sessão anterior. A celulose fibra curta fechou em US$885,23 e alta de 0,25%, a tonelada.

0 acharam esta informação útil

0 não acharam esta informação útil

Assuntos desta notícia