IEE sobe quase 4% com Eletrobras perto dos 50% de valorização

Ibovespa bate recorde dos 70 mil pontos depois de seis anos

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O Índice Bovespa disparou nesta terça-feira ao chegar nos 70 mil pontos, uma espera de quase seis anos. O grande salto do índice ficou por conta das ações da Eletrobras, acima de 45%, depois que o Ministério de Minas e Energia anunciou na noite desta segunda-feira a alternativa de desestatização de parte das empresas do grupo para conseguir sanar o rombo financeiro da gigante de energia brasileira.

Ao final, o índice Bovespa ficou em alta de 2,01% aos 70.011 pontos. O volume financeiro ficou em R$11,7 bilhões. O Índice de Energia Elétrica – IEE ficou em alta de 3,95%.

Hoje, em coletiva de imprensa, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho, afirmou que estão descartadas as Eletronuclear e a Usina Hidrelétrica de Itaipu no processo de desestatização da Eletrobras. No caso da empresa responsável pelas usinas nucleares brasileiras, o motivo é uma questão constitucional e, no caso de Itaipu, por se tratar de usina binacional dependendo de acertos com o Paraguai.

“Está escrito na Constituição que quem tem de ser o controlador [das usinas nucleares] é a União. A ideia não é ferir a Constituição. Já Itaipu será analisada em função dos acordos bilaterais com o Paraguai”, explicou o ministro.

As ações com ganhos
Eletrobras ON, alta de 49,30%; Eletrobras PNB, alta de 32,08%; Cemig PN, alta de 8,58%; Brasil ON, alta de 3,80%; e Estácio Participações ON, alta de 4,70%.

As ações com perdas
Marfrig ON, queda de 1,11%; Suzano Papel PNA, queda de 0,57%; Cielo ON, queda de 0,66%; Hypermarcas ON, queda de 0,14%; e Ecorodovias ON, queda de 0,10%.

A Petrobras ON ficou em alta de 3,70% e a PN, alta de 3,37%.

A Vale ON ficou em alta de 0,35% e a PN, alta de 0,34%.

Análise de Pedro Galdi

O comportamento dos papéis da Eletrobras e demais elétricas era esperado pelos analistas nesta terça-feira, já que ainda sob os efeitos dos ruídos os papéis da estatal de energia tiveram forte valorização na sessão de ontem.

“O movimento de hoje foi movido pela euforia com o anúncio da Eletrobras sobre a privatização. Até chegar aos 70 mil pontos do índice foi bom, mas o que se esperava para hoje era o modelo que será aplicado no processo de privatização. A tentativa do governo é resolver o rombo das contas públicas e também salvar a empresa que foi prejudicada, junto com demais elétricas, pela MP-7579. A Cesp perdeu usinas, a Cemig está na luta para manter suas três. Para a Eletrobras, com esse processo se espera alguma alteração na MP. Resta esperar ainda por mais detalhes, além do anúncio que o Governo Federal deverá fazer sobre o ‘pacote de privatização’ e quais serão os ativos”, explicou o analista de investimentos da Magliano, Pedro Galdi.

Depois dos 70 mil pontos de hoje, para o pregão desta quarta-feira o analista espera um ajuste. “Amanhã o índice deve voltar, com as agendas mais cheias em todos os mercados. Além do mais, já para os próximos dias, o Congresso terá que seguir com as votações por conta de fim de prazo. No cenário externo tem a reunião dos bancos centrais. Portanto, a euforia pode dar lugar para a cautela”, completou.

A Eletrobras, uma das estatais mais importantes depois da Petrobras, chegou a ter valor de mercado de R$30 bilhões. Por conta das dívidas e má gestão passou a valer R$9 bilhões. Agora, sob e nova gestão, a estatal ganhou mercado e foi avaliada em R$18 bilhões.

Na gestão de Wilson Ferreira Junior, presidente da Eletrobras, o resultado financeiro saiu de prejuízo para um lucro de R$3 bilhões no primeiro semestre de 2017.

Pagamento de dividendos:
B3, Banco do Brasil, BBSeguridade e Gerdau.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica, que passou a vigorar de 02 de maio a 01 de setembro no Ibovespa, mostra os cinco ativos com maior peso no índice: Itauunibanco PN (11,453%), Bradesco PN (8,244%), Ambev S/A ON (7,299%), Petrobras PN (5,331%) e Vale PNA (4,727%).

Commodities

O petróleo WTI, para entrega em setembro, ficou em alta de 0,59%, cotado a US$ 47,65 o barril na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em queda de 0,35% aos US$79,75 a tonelada seca e com 62% de pureza.

A celulose fibra longa negociada fechou US$890,60, queda de 0,04%, a tonelada na sessão anterior. A celulose fibra curta fechou em US$879,49 e queda de 0,06%, a tonelada.

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