Irã e AIEA assinam plano para descartar fins militares do programa nuclear

Pelo lado da República Islâmica, o documento foi assinado pelo chefe da Organização de Energia Atômica do Irã, Ali Akbar Salehi

Eletrobras e as nucleares

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e o Irã assinaram nesta terça-feira um plano de trabalho para certificar até o fim do ano se o programa nuclear da República Islâmica tem ou não objetivos militares.

“Acabo de assinar um roteiro entre a República Islâmica do Irã e a AIEA para esclarecer passados e presentes temas pendentes sobre o programa nuclear”, anunciou o diretor-geral do órgão vinculado à ONU, Yukiya Amano.

O diretor da AIEA destacou que o objetivo é apresentar uma avaliação definitiva sobre o programa atômico iraniano e suas possíveis dimensões militares a partir de 15 de dezembro deste ano.

Pelo lado da República Islâmica, o documento foi assinado pelo chefe da Organização de Energia Atômica do Irã, Ali Akbar Salehi.

Amano afirmou que esse acordo, junto à cooperação do país, é “um passo definitivo” para esclarecer as dúvidas sobre a natureza das atividades atômicas do Irã, algo que a AIEA tenta, sem sucesso, desde 2002.

Esse acordo implicará em uma série de medidas nos próximos meses, incluindo um “pacto à parte” sobre a base militar de Parchin, uma instalação onde várias agências de inteligência suspeitam ter sido palco de testes relacionados com armas atômicas. Teerã nega a entrada de inspetores da AIEA no local.

Fontes da AIEA consultadas pela Agência Efe não quiseram explicar se esse acordo significa que os inspetores poderão entrar na base.

Amano indicou que esse processo faz parte do entendimento alcançado em novembro de 2013 entre o Irã e o Grupo 5+1 (Estados Unidos, Rússia, China, França, Reino Unido, mais Alemanha), que desde então negociaram um acordo definitivo sobre o programa nuclear do país.

O acordo foi fechado hoje, segundo fontes russas e iranianas. A confirmação oficial sobre o pacto e mais detalhes sobre o documento final devem ser divulgadas nas próximas horas.

Com Ag.EFE

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